Um dos dois porta-aviões britânicos, o HMS Prince of Wales, foi colocado em estado de prontidão reforçado no dia 7 de março de 2026. Essa medida visa “reduzir o tempo necessário para zarpar para qualquer missão”, conforme afirmou um porta-voz do Ministério da Defesa.
Embora essa decisão não signifique que o governo britânico tenha decidido mobilizar o porta-aviões, ela indica que o navio de guerra poderá ser mobilizado mais rapidamente. O HMS Prince of Wales estava programado para participar de um exercício da OTAN ainda este ano, parte do esforço da aliança para dissuadir a Rússia, conforme informações do Ministério da Defesa divulgadas no mês anterior.
A mudança de status do porta-aviões ocorre após críticas ao governo britânico pela demora no envio de um navio de guerra para ajudar na defesa do Chipre. O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou na terça-feira que o Reino Unido enviaria um navio de guerra para a ilha mediterrânea, mas até a tarde de sábado, segundo sites de rastreamento marítimo, o navio ainda não havia zarpado.
Além disso, o Ministério da Defesa britânico confirmou que os Estados Unidos começaram a usar bases britânicas para operações defensivas específicas, com o objetivo de impedir que o Irã lance mísseis na região. Jatos britânicos continuam sobrevoando a Jordânia, o Catar e o Chipre em defesa dos interesses britânicos e de seus aliados.
Starmer procurou distinguir entre as operações ofensivas e defensivas dos americanos, inicialmente negando permissão para que os EUA utilizassem bases britânicas para ataques ofensivos contra o Irã.

