Porto Alegre, com 254 anos de história, é um mosaico de culturas que atrai pessoas de todo o mundo. Em uma série de reportagens, o RBS Notícias apresentou histórias de estrangeiros que decidiram fazer da capital gaúcha seu lar.
As trajetórias de um alemão, uma congolesa e uma norte-americana mostram diferentes razões para essa escolha. Todos compartilham um sentimento de pertencimento, seja pela cultura, segurança ou oportunidades que a cidade oferece.
Robert Schade, um alemão que vive em Porto Alegre há sete anos, escolheu a cidade em busca de qualidade de vida para criar seu filho. Ele recebeu uma proposta de trabalho e optou por Porto Alegre em vez de São Paulo. “Acho que foi a opção certa. Gosto muito da cidade, muito verde, com muita qualidade de vida. Então, tô bem feliz aqui”, afirmou.
Schade se identificou com a literatura gaúcha, especialmente com os cenários descritos por Moacyr Scliar, como o Parque da Redenção e o bairro Bom Fim.
Claudiande Ntumba Mwamba, que veio da República Democrática do Congo para estudar Arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também encontrou seu lugar na cidade. Ela se encantou com a vida social e a natureza local. “O que mais gostei é a convivência, sabe? Como a gente se reúne para um churrasco, para tomar chimarrão”, disse. O pôr do sol no Guaíba é um dos lugares que ela ama visitar de bicicleta.
Kylie Ferreira, uma norte-americana, sentiu uma sensação imediata de pertencimento ao chegar em Porto Alegre. Professora e empresária, ela já havia morado em Mianmar e Tailândia, mas encontrou em Porto Alegre um verdadeiro lar. “É uma cidade grande, mas não parece tão enorme. Eu me sinto segura aqui e tenho amigos que são como família”, declarou. Na cidade, ela conheceu o marido, teve um filho e abriu uma cafeteria.

