Possível greve de caminhoneiros gera tensão no governo Lula

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um novo foco de tensão devido à possibilidade de uma greve de caminhoneiros. O movimento, impulsionado pela alta do diesel, tem ganhado força entre lideranças da categoria, que falam abertamente em uma paralisação nacional.

“Vai ter greve se for preciso, vamos fechar rodovias”, afirmou Wallace Landim, líder do movimento. O temor é de que o cenário se repita como em 2018, quando o país enfrentou desabastecimento e paralisação generalizada.

A mobilização é motivada pela disparada no preço do diesel, que pressiona os custos dos caminhoneiros e reduz suas margens de lucro. Lideranças do setor afirmam que as medidas adotadas pelo governo até agora não surtiram efeito prático, levando à aprovação de paralisações em assembleias e à articulação de um movimento nacional envolvendo motoristas autônomos e transportadoras.

Em resposta ao risco de greve, o governo mobilizou diferentes frentes para tentar conter a crise. Entre as ações estão a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para apurar preços, a atuação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, medidas do Renan Filho para garantir o cumprimento da tabela do frete e articulação com o Confaz para possível redução do ICMS. Há também expectativa de negociação direta com Lula para evitar a paralisação.

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O impacto de uma paralisação seria significativo. Para Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, o risco é elevado e imediato. “É um problema muito sério se isso de fato acontecer”, afirmou. Ele destacou que uma greve de caminhoneiros afeta rapidamente toda a cadeia de abastecimento, gerando desabastecimento em supermercados, falta de combustível e bloqueios em rodovias.

Além dos efeitos econômicos, o risco político preocupa o Palácio do Planalto. Segundo Noronha, uma paralisação poderia agravar o desgaste do governo. “Seria mais um desgaste tremendo, com impacto na avaliação e nos índices de intenção de voto.” A duração da greve será determinante: quanto mais longa, maior o dano à imagem do governo.

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