O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não deve cumprir pena em prisão domiciliar em breve, segundo avaliações de caciques do PL. Ele permanece na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, devido a uma broncopneumonia.
Correligionários do ex-mandatário acreditam que um novo pedido para que ele cumpra prisão domiciliar e deixe o Complexo Penitenciário da Papuda só deve ser atendido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, entre junho e julho. Este prazo antecede as convenções partidárias, que ocorrem em agosto.
Com a conversão em prisão domiciliar um mês antes das convenções, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, não enfrentaria o impacto da prisão na Papuda durante a disputa eleitoral. A mudança de regime poderia “esfriar” o tema no debate público e evitar qualquer “vitimismo” por parte dos bolsonaristas, além de reduzir as menções ao judiciário na campanha.
De acordo com boletim médico divulgado nesta terça-feira, Bolsonaro continua em tratamento contra pneumonia bacteriana bilateral, que é resultado de um episódio de broncoaspiração. Na segunda-feira à tarde, ele foi transferido para uma nova acomodação na terapia intensiva, considerada “mais adequada para o quadro clínico atual”, conforme informações do corpo médico.
Desde a transferência, o ex-presidente apresentou melhora clínica e laboratorial, com nova queda nos marcadores inflamatórios. Ele segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI.


