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Economia

Preço da cesta básica sobe em 14 capitais em fevereiro; carne encarece e café fica mais barato

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 09:11
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O valor médio da cesta básica aumentou em 14 capitais e diminuiu em outras 13 entre janeiro e fevereiro de 2026. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada na segunda-feira (9), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As principais altas ocorreram em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 852,87), seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).

O preço da carne bovina de primeira aumentou em 20 cidades, com percentuais entre 0,14%, em Brasília, e 2,93%, em Rio Branco. Outras sete cidades tiveram queda no valor médio, com destaque para Manaus (-1,33%). A menor disponibilidade de animais prontos para o abate e o bom desempenho das exportações mantiveram a carne bovina valorizada.

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O valor do quilo do feijão subiu em 26 capitais. O grão preto, pesquisado nos municípios do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, aumentou nessas cinco cidades, com percentuais entre 1,38%, em Florianópolis, e 13,83%, em Vitória. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, foi observada queda apenas em Boa Vista (-2,41%). Os aumentos mais expressivos ocorreram em Campo Grande (22,05%) e Belém (18,63%). As altas de preço se deveram à oferta restrita, às dificuldades de colheita e à menor área de produção em relação a 2025.

O preço do café em pó foi menor em 21 cidades, entre janeiro e fevereiro de 2026. As reduções mais significativas ocorreram em Florianópolis (-4,30%) e Cuiabá (-3,86%). Em Brasília, o preço não se alterou e, em outras cinco localidades, verificou-se aumento do preço médio, com destaque para Macapá (3,59%). A perspectiva de safra recorde e a menor exportação explicaram as quedas no varejo.

O preço do óleo de soja registrou queda em 26 cidades, com variações que foram de -7,05% em Boa Vista a -0,27% em Brasília. Em São Luís, o valor permaneceu estável no período analisado. A redução está associada ao excesso de oferta do grão e à desvalorização do dólar frente ao real, fatores que diminuíram a competitividade da soja brasileira no mercado externo e que pressionaram para baixo os preços do óleo também no varejo.

No caso do arroz agulhinha, o valor do quilo caiu em 16 cidades. As maiores reduções foram registradas em Curitiba (-7,40%), Salvador (-7,09%) e Vitória (-5,11%). Em outras nove capitais houve aumento, sendo a maior variação observada em Florianópolis (3,53%). Em Rio Branco e São Luís, o preço médio permaneceu estável. O movimento de queda dos preços está relacionado a estoques mais ajustados e a postura cautelosa dos vendedores.

O preço do leite integral demonstrou queda em 15 capitais. As reduções mais expressivas foram observadas em Rio Branco (-4,78%), Cuiabá (-3,60%) e Campo Grande (-3,40%). Em Manaus e São Luís, o valor médio permaneceu estável, enquanto outras 10 capitais apresentaram aumento, com a maior alta registrada em Curitiba (2,28%). Mesmo com o início da entressafra da produção leiteira, a importação de derivados lácteos contribuiu para a redução dos preços no varejo.

TAGGED:alimentoscesta básicaCompanhia Nacional de AbastecimentoDepartamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosEconomiaMercadopreços
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