Os preços do petróleo dispararam na noite deste domingo (8), após ataques de Irã e Israel atingirem plataformas estratégicas dos dois países. Por volta das 19h30 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo tipo Brent e do tipo WTI para maio subiam quase 20% e ultrapassavam os US$ 110 por barril.
A intensificação das ofensivas contra infraestruturas como refinarias e instalações de óleo e gás é parte de uma nova fase da guerra no Oriente Médio, na qual o objetivo é interromper o fornecimento de energia dos inimigos.
No sábado (7), o exército israelense confirmou ter atacado depósitos de petróleo em Teerã. O local era usado para a distribuição de combustível “para diversos consumidores, incluindo entidades militares no Irã”, disse uma fonte de Israel.
““para diversos consumidores, incluindo entidades militares no Irã””
Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou horas depois ter atingido a refinaria de petróleo israelense de Haifa, uma das mais importantes do país. Além dos ataques recentes a plataformas de petróleo, o mercado da commodity foi impactado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Na quinta (5), o Irã informou que o local não está mais aberto para navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais. O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, cerca de 20 milhões de barris diários.
Dados recentes indicam que o número de navios transitando pelo estreito caiu mais de 90% em relação ao fluxo normal, com centenas de petroleiros parados no Golfo Pérsico aguardando condições de segurança ou cobertura de seguro para navegar.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
A mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses. Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história.
““ofensiva mais pesada””
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.
Neste domingo, o Irã anunciou Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo do país. Trump disse anteriormente que considera a escolha “inaceitável” e que se o próximo líder supremo “levar guerra” ele “não vai durar muito”.


