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Agronegócio

Preços futuros da soja se recuperam após adiamento de viagem de Trump à China

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 18:16
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta terça-feira, 17 de março de 2026, com leve oscilação na Bolsa de Chicago. O mercado permanece sensível ao cenário geopolítico e às incertezas sobre a demanda chinesa. O contrato de referência para maio fechou praticamente estável, com leve alta de 0,15%, cotado a US$ 11,5700 por bushel.

Segundo análise da Royal Rural, o movimento do dia foi marcado por uma recuperação mais consistente nos vencimentos mais longos. Já os contratos de curto prazo, como maio e julho, continuam pressionados após registrarem quedas mais acentuadas na sessão anterior. A correção ocorreu após o adiamento de possíveis compras adicionais por parte da China, que vinham sendo precificadas pelo mercado.

A consultoria Labhoro destacou que a soja chegou a operar em baixa ao longo do dia, mas se recuperou das mínimas após declarações do presidente Donald Trump sobre o adiamento de sua viagem a Pequim. O adiamento da viagem, inicialmente prevista para o fim de março, ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã.

Esse cenário tem desviado o foco da política externa americana e ampliado as incertezas sobre negociações comerciais estratégicas, incluindo temas como agricultura, tarifas e minerais críticos. “O movimento gerou volatilidade, com vendas especulativas devolvendo parte dos ganhos e mantendo os investidores cautelosos diante das incertezas sobre a demanda chinesa no restante do ano comercial”, afirmou a Labhoro.

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No complexo da soja, o óleo teve desempenho de destaque, registrando forte alta e recuperando mais da metade das perdas da sessão anterior. O avanço também reflete expectativas relacionadas à política de biocombustíveis nos Estados Unidos. O mercado acompanha a expectativa para a próxima semana, quando Trump deve se reunir com agricultores e produtores de biocombustíveis.

A atenção está voltada para possíveis anúncios sobre o aumento do mandato de biodiesel dentro do programa de combustíveis renováveis dos EUA (RFS). A projeção do mercado é de elevação do volume obrigatório de biocombustíveis de 22,33 bilhões de galões em 2025 para 24,02 bilhões em 2026 e 24,46 bilhões em 2027.

No mercado de milho, os contratos futuros para maio encerraram o dia praticamente estáveis na Bolsa de Chicago, cotados a US$ 4,54 por bushel. De acordo com dados do governo da Ucrânia, o país deve ampliar a área plantada com milho na safra de primavera, alcançando 4,42 milhões de hectares.

No total, a área destinada a grãos deve chegar a 6 milhões de hectares, aumento de 240 mil hectares em relação ao ano anterior, o que reforça as expectativas de maior oferta global. Já o trigo fechou em queda na sessão, apesar de oscilações ao longo do dia. O contrato com vencimento em maio foi cotado a US$ 5,89 por bushel, com queda de 1,26%.

Segundo a consultoria Granar, os preços seguem pressionados por vendas de investidores em meio ao ambiente de incerteza gerado pela guerra no Oriente Médio, que tem potencial de impactar a economia global. Outro fator relevante vem da Rússia, onde a desvalorização do rublo frente ao dólar tem favorecido as exportações do país.

A consultoria SovEcon projeta embarques de 3,8 milhões de toneladas de trigo no mês, o que aumenta a competitividade do produto russo no mercado internacional e contribui para a pressão sobre os preços.

TAGGED:AgroAgronegócioChinaDonald TrumpGranarLabhoroMilhoPequimRoyal RuralSojaSovEconTrigo
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