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Prefeito de Crans-Montana é investigado por incêndio em bar de esqui na Suíça

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Promotores da Suíça ampliaram a investigação sobre o incêndio em um bar de estação de esqui que resultou na morte de 41 pessoas, a maioria adolescentes. O prefeito da cidade turística de Crans-Montana, Nicolas Feraud, foi incluído na lista de suspeitos, conforme documento obtido pelos promotores.

Feraud, que está na casa dos 50 anos, é convocado para prestar depoimento no dia 13 de abril. Ele não respondeu a um pedido de comentário. O prefeito já havia admitido que o município não realizou várias inspeções anuais de segurança.

““Lamentamos profundamente. Não tínhamos indicação de que as verificações não haviam sido feitas como solicitado”,”

afirmou Feraud a repórteres em janeiro.

O escritório do Ministério Público no cantão de Valais confirmou que novas pessoas estão sendo investigadas no caso, que envolve suspeitas de crimes como homicídio culposo. Os nomes dos novos suspeitos não foram divulgados.

O incêndio, que destruiu o bar Le Constellation em 1º de janeiro, é considerado um dos piores desastres da história recente da Suíça e afetou as relações com a Itália, que perdeu seis cidadãos no incidente. Muitos jovens ainda estão hospitalizados com queimaduras.

A tragédia gerou preocupação no setor de turismo, que é lucrativo na região. Crans-Montana é um destino popular entre turistas franceses, italianos e americanos, conhecida por suas pistas de esqui e campos de golfe.

A investigação inicial se concentrou nos donos franceses do bar, que continuam sob investigação. No fim de janeiro, o inquérito foi ampliado para incluir um atual e um ex-funcionário público local. Os proprietários do bar, Jacques Moretti e Jessica Moretti, lamentaram a tragédia e afirmaram que irão colaborar com as investigações.

Se condenados, os acusados podem enfrentar pena máxima de quatro anos e meio de prisão.

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