O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5) para disputar o governo do Amapá nas eleições de 2026. A decisão ocorreu após seu afastamento determinado pelo STF na última quarta-feira (4).
A renúncia foi recebida pela Câmara Municipal de Macapá e, com isso, Pedro dos Santos Martins, conhecido como Pedro DaLua, presidente da Câmara de Vereadores, assume a prefeitura. Dr. Furlan, do PSD, justificou sua decisão em um ofício, afirmando que ela “está pautada num anseio público, que vem sendo materializado em inúmeras pesquisas de intenção de voto”.
No documento, o ex-prefeito expressou gratidão à população de Macapá pela confiança depositada e espera que essa confiança se mantenha após sua saída. Ele ressaltou que seu afastamento é uma exigência legal conforme a Constituição Federal.
A renúncia de Dr. Furlan ocorre em um contexto de investigações da Polícia Federal sobre fraudes na construção do Hospital Geral do município. Furlan e seu vice foram afastados devido a suspeitas de envolvimento em um esquema de licitação na Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
Nas redes sociais, Dr. Furlan anunciou sua pré-candidatura ao governo do Amapá, afirmando que seu compromisso é “com o povo” e que conta com a população para “vencer tudo e todos”. Ele declarou: “Quero aqui reafirmar que sou pré-candidato a governador do estado do Amapá para construir um futuro melhor, cheio de trabalho, de realizações, de felicidade e de alegria ao lado do nosso povo”.
Na quarta-feira (4), a Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Natal, conforme determinação do STF, que também afastou os servidores públicos de seus cargos por um período inicial de 60 dias. Em janeiro, foi revelada uma investigação da PF sobre saques em agências bancárias do motorista de Furlan.

