A Prefeitura de Mesquita negou ter autorizado a criação de uma linha de BRT que ligaria o terminal Margaridas, em Irajá, à cidade de Mesquita, na Baixada Fluminense. A polêmica se intensificou após a interrupção do serviço na manhã de segunda-feira (16), quando o Detro rebocou dois ônibus.
A Prefeitura de Mesquita afirmou que não teve participação na autorização para que os ônibus do Rio fizessem paradas na cidade. Essa declaração foi feita apesar de a equipe da TV Globo ter registrado placas nos pontos de ônibus com a logomarca das prefeituras de Mesquita e do Rio.
Questionada sobre a instalação das placas e a negociação com a Prefeitura do Rio, a administração municipal de Mesquita declarou desconhecer qualquer acordo e informou que notificará a Prefeitura do Rio. A nota também destacou que não houve solicitação para a criação do serviço, embora exista uma demanda histórica, refletida no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do município.
A Prefeitura do Rio ainda não se manifestou sobre a instalação das placas. Contudo, no final da segunda-feira, o Governo do RJ e a Prefeitura do Rio anunciaram a operação de ‘ônibus experimentais’ entre Mesquita e o Terminal Margaridas. Serão 15 ônibus operando três linhas experimentais ligando a cidade ao terminal, que integra o sistema BRT Transbrasil.
A Linha 77, que conecta o Terminal BRT Pedro Fernandes, em Irajá, à Praça João Luiz Nascimento, em Mesquita, teve seu funcionamento interrompido temporariamente no início da tarde de segunda-feira (16). A suspensão ocorreu após uma conversa entre Jorge Arraes, secretário municipal de Transportes do Rio, e Raphael Salgado, presidente do Detro-RJ. Antes da interrupção, dois ônibus do BRT foram rebocados ao chegarem no ponto final.
A disputa entre as prefeituras começou com a abertura do terminal no último sábado (14), quando a linha foi confirmada. O Detro-RJ afirmou que a responsabilidade pelos ônibus intermunicipais é exclusivamente do poder estadual.


