A Prefeitura do Rio de Janeiro assinou nesta quinta-feira (12) os contratos de concessão da primeira fase do Sistema RIO — Rede Integrada de Ônibus. A nova operação começará em julho nos bairros de Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste.
Com a nova frota, 169 ônibus passarão a circular em julho, e em setembro, outros 147 veículos serão incorporados ao sistema. A cerimônia de assinatura ocorreu no Palácio da Cidade, com a presença do prefeito Eduardo Paes, do vice-prefeito Eduardo Cavaliere e da secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio.
O contrato foi firmado com a empresa Comporte Participações S.A., vencedora da licitação. A frota nos bairros de Campo Grande e Santa Cruz aumentará de 104 para 316 veículos.
““Esse é o primeiro passo de um compromisso assumido ao longo das eleições de 2024. Nós dissemos que faríamos com as linhas de ônibus normais o mesmo que fizemos com o BRT”,”
afirmou Paes.
Os novos ônibus serão zero quilômetro e contarão com piso baixo, rampa de acessibilidade, ar-condicionado, carregadores USB, GPS integrado ao centro de controle, câmeras internas e painéis eletrônicos de informação aos passageiros. Além disso, os veículos terão tecnologia ambiental padrão Euro VI, que reduz a emissão de poluentes.
Outra mudança importante será o fim do pagamento em dinheiro dentro dos ônibus, adotando o uso exclusivo do sistema eletrônico de bilhetagem.
““Começamos hoje a renovação dos ônibus regulares da cidade. A Zona Oeste, que hoje conta com 500 ônibus, terá mais de mil ao fim desse processo”,”
disse a secretária Maína Celidonio.
O novo modelo de concessão prevê remuneração das concessionárias por quilômetro rodado, com subsídio público e avaliação do serviço por meio do Índice de Desempenho de Transporte (IDT). Cada contrato incluirá uma garagem pública própria, com as duas primeiras estruturas localizadas na Estrada do Campinho, em Paciência.
A licitação foi vencida pela Comporte, que apresentou a proposta com menor valor por quilômetro rodado. A implantação do novo sistema será realizada em etapas até 2028, com a cidade dividida em 34 lotes de operação — 22 estruturais e 12 locais — para reorganizar as linhas. As próximas fases priorizarão regiões com pior desempenho operacional, incluindo áreas da Zona Norte, Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Zona Sul.
O sistema será monitorado em tempo real pelo Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR), que acompanhará a circulação dos ônibus, atrasos e eventuais falhas na operação.


