Especialistas em doenças infecciosas afirmam que não se trata de discutir SE uma nova pandemia virá, mas QUANDO ela ocorrerá. A afirmação, que circula entre médicos e cientistas, é respaldada por fundamentos biológicos e históricos.
A humanidade enfrenta desafios em larga escala causados por micro-organismos ao longo da história. A crise da covid-19 é um exemplo recente, mas pandemias como a Peste Negra e a Gripe Espanhola também marcaram épocas, refletindo a relação intrínseca entre a história da humanidade e as infecções.
O infectologista Eduardo Toffoli Pandini lançou o livro De Miasmas a Vacinas, que explora a história das doenças infecciosas desde antes do surgimento do Homo sapiens. A obra busca entender como as infecções moldaram civilizações e como podemos prevenir futuras crises.
““Infelizmente, a sociedade parece ter esquecido a maior parte das lições da pandemia de covid”, disse Pandini.”
O médico-historiador destaca que a vigilância contra novos patógenos deve ser reforçada, em vez de desmantelada. Ele observa que a oposição à vacinação e ao uso de máscaras se tornou uma plataforma política, dificultando a comunicação de informações corretas em saúde.
Entre as doenças evitáveis, Pandini menciona o sarampo e a poliomielite como preocupações, devido ao risco de retorno causado pela hesitação vacinal. Ele concorda com a afirmação de que a próxima pandemia é uma questão de QUANDO, não de SE.
““Pandemias ocorrem periodicamente na história da humanidade”, afirmou.”
O especialista também expressou preocupação com o vírus influenza A H5N1, que tem causado mortalidade entre aves e pode se tornar transmissível entre humanos. Ele alerta que a falta de rastreamento e controle desse patógeno pode aumentar os riscos de uma nova pandemia.


