Presidente da Caixa nega federalização do BRB e fala sobre crescimento em 2026

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira, negou que haja discussões sobre a federalização do BRB (Banco de Brasília). Em entrevista ao CNN Money nesta quinta-feira, 5 de março de 2026, Vieira afirmou que a Caixa não tem autonomia para tratar do assunto.

Vieira ressaltou que a gestão do BRB e seus ativos estão em boas mãos. Ele mencionou que a Caixa participa de discussões sobre a compra de ativos como qualquer banco em busca de oportunidades, mas que fará aquisições apenas se considerar interessante.

““Não existe essa conversa. A Caixa não tem autonomia para discutir um tema desse. Isso é um problema que passa por órgãos superiores à Caixa, e o banco, apesar de fundamental na economia brasileira, jamais poderia assumir um compromisso de falar sobre um assunto que não nos diz respeito”,”

disse.

No dia anterior, a Caixa divulgou seu balanço de 2025, que apresentou uma alta de 10% no conglomerado anual. Vieira destacou que a melhora da margem financeira, o controle efetivo de gastos e o crescimento da carteira de 11% a 12% contribuíram para o resultado positivo.

O presidente também comentou sobre a importância da carteira de crédito para a economia brasileira e o desenvolvimento da Caixa, especialmente no crédito imobiliário.

““Temos R$ 250 bilhões anunciados para o FGTS no ano de 2026. Isso estimula aumento de participação por imóvel e é um grande alavancador da economia brasileira e segmento de construção civil”,”

afirmou.

Vieira explicou que, apesar da queda de investimentos na poupança, as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) têm compensado essa situação. No primeiro trimestre de 2026, a Caixa captou quase R$ 4 bilhões em LCIs.

““Isso mostra a robustez da captação de crédito”,”

disse.

Por fim, o presidente expressou que a Caixa espera um crescimento gradual em 2026, embora esteja ciente de fatores externos que podem influenciar a economia.

““Existem novos elementos exteriores que podem influenciar a economia como um todo, como a guerra no Oriente Médio, mas continuamos com a expectativa de crescimento gradual e sem grandes saltos”,”

finalizou.

Compartilhe esta notícia