Presidente da CBAt projeta três a quatro medalhas no atletismo em Los Angeles 2028

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, acredita que o Brasil pode conquistar entre três a quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, que ocorrerão em 2028. A modalidade é a segunda que mais trouxe pódios olímpicos ao país, com um total de 21, ficando atrás apenas do judô, que possui 28.

“Eu falo que não gosto de colocar responsabilidade para os atletas, mas tenho que chamá-la para mim. E a gente quer sempre mais. Então, a expectativa é de buscar três a quatro medalhas em Los Angeles, contribuindo com o Time Brasil”, afirmou Campos em entrevista à TV Brasil.

Se o atletismo brasileiro alcançar o mínimo esperado pelo dirigente, que é de três medalhas, será o melhor desempenho da modalidade em uma única Olimpíada, igualando o resultado de Pequim em 2008, onde o Brasil conquistou três medalhas: um ouro com Maureen Maggi no salto em distância e dois bronzes nos revezamentos 4×100 metros masculino e feminino, que foram confirmados anos depois devido a desclassificações por doping.

Para 2028, Campos destacou atletas como Caio Bonfim, campeão mundial e medalhista olímpico da marcha atlética, e Juliana Campos, finalista em Mundial no salto com vara. “O Alison dos Santos, o Piu, já tem duas medalhas olímpicas e Los Angeles será a Olimpíada dele. E o Luiz Maurício, que fez a segunda marca do mundo no lançamento do dardo, é um atleta jovem que terá seu ápice em Los Angeles”, completou.

Caio Bonfim será a principal atração do Campeonato Mundial por Equipes de Marcha Atlética, que ocorrerá em Brasília no dia 12 de abril. Ele é prata na Olimpíada de Paris em 2024 e ouro no Mundial de Atletismo em Tóquio. O evento contará com maratonas e provas de marcha, com largadas programadas para as 7h e 8h30, e a meia-maratona às 11h05 e 12h50.

O presidente da CBAt também mencionou que o Brasil se candidatou para sediar o Mundial de Corrida de Rua em 2028. Atualmente, o país não possui um estádio com a estrutura necessária para um Mundial de Atletismo, que exige duas pistas de atletismo. “O caminho mais curto, hoje, seria colocar grama natural no Engenhão”, concluiu Campos.

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