Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, é investigado criminalmente nos EUA

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, está sendo investigado criminalmente por pelo menos dois escritórios de procuradores federais dos EUA. A informação foi divulgada pelo New York Times nesta sexta-feira, 20 de março de 2026.

As investigações estão relacionadas a possíveis encontros de Petro com traficantes de drogas e se sua campanha presidencial solicitou doações de traficantes. Os escritórios do procurador dos EUA em Manhattan e no Brooklyn estão conduzindo as investigações, que ainda estão em fase inicial.

A presidência da Colômbia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Nicholas Biase, porta-voz do Ministério Público Federal em Manhattan, recusou-se a comentar, e um porta-voz do Ministério Público Federal no Brooklyn não respondeu ao pedido de comentário.

Além disso, os presidentes dos Estados Unidos e da Colômbia, Donald Trump e Gustavo Petro, devem se reunir na Casa Branca na próxima terça-feira, 3 de março, após meses de trocas públicas de acusações. O combate ao narcotráfico será um dos principais temas do encontro.

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Nos últimos meses, Trump acusou Petro de envolvimento com o tráfico de drogas e sugeriu uma operação militar contra a Colômbia. Petro, por sua vez, chamou Trump de “senil” e afirmou que as acusações eram uma retaliação por sua recusa em atender interesses econômicos dos EUA.

A trégua entre os dois líderes ocorreu em janeiro, quando conversaram por telefone sobre a “situação das drogas” e as divergências entre os governos. Trump afirmou que espera um encontro “bom” e elogiou a cordialidade de Petro no último mês.

O governo colombiano tenta apresentar a reunião como um ponto de virada. A chanceler Rosa Villavicencio mencionou que a reunião pode trazer avanços diplomáticos, sociais e econômicos para a região. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, também comemorou o encontro, afirmando que “as nações ganham e os criminosos perderão”.

Gustavo Petro, que termina seu mandato neste ano, ficará quatro dias em Washington e terá agendas no Congresso dos EUA e na Organização dos Estados Americanos (OEA).

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