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Presidente do Líbano pede cessar-fogo e combate ao Hezbollah

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, solicitou nesta segunda-feira (9) um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações diretas com Israel. O pedido visa interromper o que o governo libanês classifica como agressões por terra, ar e mar, em meio à intensificação da Guerra no Irã.

Aoun também defendeu o apoio logístico às forças armadas nacionais para avançar no desarmamento do Hezbollah. Em comunicado oficial, a presidência libanesa criticou a atuação do Hezbollah, afirmando que os lançamentos iniciais de foguetes serviram aos interesses do regime iraniano em detrimento da segurança da população local.

De acordo com o líder libanês, a estratégia do grupo militante resultou na destruição de vilarejos e no colapso econômico do país. Desde o início das operações militares de Israel contra alvos no Líbano, pelo menos 394 pessoas morreram em território libanês, segundo dados do Ministério da Saúde do país.

As forças israelenses alegam que os ataques têm como objetivo erradicar a infraestrutura do Hezbollah, que recebe apoio direto de Teerã. O movimento diplomático de Beirute ocorre em um cenário de instabilidade generalizada no Oriente Médio.

Recentemente, a capital libanesa sofreu bombardeios que atingiram inclusive instituições financeiras ligadas ao Hezbollah. Simultaneamente, o Irã confirmou a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, o que sinaliza a continuidade da linha dura e das retaliações contra bases dos Estados Unidos e de Israel na região.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o país não possui interesse em negociações enquanto estiver sob ataque. Para o governo iraniano, as ações de defesa são uma resposta necessária à agressão estrangeira.

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