A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, encerrou o ano de 2025 com um superávit de R$ 12,5 bilhões. A entidade alcançou uma rentabilidade acumulada de 16,1%, impulsionada por ganhos tanto na renda variável quanto na renda fixa.
O índice de rentabilidade superou a meta atuarial da Previ, que é de INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 4,75%. O presidente da Previ, Márcio Chiumento, destacou esses resultados em entrevista a jornalistas.
O superávit de 2025 é um alívio após o déficit de R$ 3,16 bilhões registrado em 2024, que consumiu o superávit do ano anterior. Esse resultado negativo foi atribuído à desvalorização de ativos e à marcação a mercado de títulos.
O resultado total de 2025 foi de R$ 15,7 bilhões, dos quais foram subtraídos os R$ 3,16 bilhões do déficit de 2024, resultando no superávit de R$ 12,5 bilhões. Chiumento afirmou: “Isso reafirma a resiliência de nossos ativos”.
Os investimentos em renda variável do Plano 1, que é a maior e mais madura linha da Previ, alcançaram um ganho de 39,6%, acompanhando a valorização da Bolsa. Essa alocação representa 22% da carteira do Plano 1, enquanto a renda fixa, que abrange 69,3% dos recursos, atingiu 10,6% de rentabilidade.
A divulgação dos resultados de 2025 foi a primeira apresentação de Chiumento à imprensa desde que assumiu a presidência da Previ, cargo que ocupa desde outubro de 2025, após a renúncia de João Fukunaga.
Chiumento, que é funcionário de carreira do Banco do Brasil e graduado em direito, foi diretor de Participações antes de assumir a presidência. Ele reconheceu que houve “desgastes naturais” em 2024, mas ressaltou que a recuperação em 2025 foi “bastante expressiva”.
A Previ não realizou movimentos bruscos em 2025, apenas vendas oportunísticas de alguns ativos, que totalizaram R$ 21 bilhões e afetaram 12 empresas, incluindo BRF e Neoenergia. O diretor de Investimentos da entidade, Claudio Gonçalves, comentou que “Vale, Petrobras e Banco do Brasil subiram”, resultando em quase 40% de rentabilidade no segmento de renda variável.
Além disso, a entidade investiu em NTN-Bs com taxa média de IPCA somada a 7,36%. Em 2025, a Previ ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões em ativos totais, abrangendo o Plano 1, com R$ 240 bilhões, e o Previ Futuro, que possui R$ 42,1 bilhões e está em fase de acumulação.
Chiumento também destacou que a Previ alcançou um recorde de pagamento de benefícios, totalizando R$ 17 bilhões, e, com uma carteira sólida de fluxo de pagamentos, não precisou vender ativos para cumprir seus compromissos. “Esse é um grande diferencial da Previ”, concluiu Chiumento.


