O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, de 61 anos, manifestou interesse em transformar parte de Tirana, a capital do país, em um Estado muçulmano soberano. O projeto está em fase de elaboração legislativa, mas ainda não foi votado pelos deputados.
A proposta surgiu com o objetivo de dissociar a ideia extremista atrelada ao islamismo e criar um microestado livre para a população. O local previsto para a criação do Estado seria no leste da cidade, onde se localiza a sede da Ordem Bektashi, uma das vertentes do islamismo.
Embora proponha a criação de um Estado soberano islâmico, Edi Rama não pratica a religião muçulmana. Ele é católico, enquanto sua esposa, Linda Rama, é muçulmana. O casal está junto desde 2010 e tem dois filhos, Rea e Grigori.
“Nossos dois filhos mais velhos são ortodoxos e o caçula talvez um dia escolha se converter ao judaísmo. E isso seria uma alegria para nós. Nossa família não é única, é uma história comum entre os albaneses. Os albaneses celebram juntos os dias religiosos importantes uns dos outros”, declarou Edi Rama em um evento em Jerusalém.
A Comunidade Muçulmana da Albânia expressou sua oposição à proposta, afirmando que ela abre “um precedente perigoso para o futuro do país”.


