Treze policiais militares foram presos em Manaus, no Amazonas, entre os dias 20 e 28 de fevereiro, em ocorrências distintas. As investigações indicam envolvimento em crimes como tráfico de drogas, associação criminosa e facilitação de fuga de presos.
No último fim de semana, o major Galeno Edmilson de Souza, comandante do Núcleo Prisional da PM, foi preso preventivamente. Ele é acusado de permitir a saída não autorizada de 23 policiais que estavam detidos no local.
No dia 27 de fevereiro, seis policiais militares foram presos em flagrante ao desembarcarem cerca de três toneladas de drogas de uma balsa no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Em 24 de fevereiro, três policiais e dois homens foram detidos suspeitos de tentar roubar uma tonelada de drogas de criminosos no Rio Negro.
Um policial militar foi detido em 20 de fevereiro durante uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto núcleo político ligado à facção criminosa Comando Vermelho. O promotor de Justiça Igor Starling expressou preocupação com o envolvimento de agentes de segurança em crimes, afirmando que isso afeta a confiança da população nas instituições.
“”O envolvimento de agentes da segurança pública em crime é algo extremamente preocupante, porque abala a credibilidade das instituições”, disse Igor Starling.”
Especialistas apontam que a falta de transparência nos dados sobre a conduta de policiais militares dificulta o acesso da população às informações. Cecília Oliveira, especialista em segurança pública, relatou dificuldades em obter dados junto à Secretaria de Segurança Pública e à Ouvidoria.
“”O fato do acesso a essas informações ser dificultado já gera uma desconfiança”, afirmou Cecília Oliveira.”
Ela sugere a criação de uma controladoria externa independente e a integração de sistemas de informação para melhorar a fiscalização e controle sobre os agentes de segurança pública.
A Polícia Militar do Amazonas e a Secretaria de Segurança Pública informaram que todos os policiais presos estão custodiados e respondendo aos procedimentos legais. Os órgãos afirmaram que os casos não representam os valores da instituição e que as investigações continuam.
Para especialistas, a responsabilização dos envolvidos é fundamental para preservar a credibilidade das instituições e a confiança da população.

