O Procon Recife autuou mais dez postos de combustíveis por aumento considerado injustificado no preço da gasolina, nesta sexta-feira, 13 de março de 2026. Com isso, o total de estabelecimentos fiscalizados e autuados pelo órgão chega a 32.
As fiscalizações começaram após consumidores relatarem reajustes súbitos no valor do combustível. Em alguns postos, o litro da gasolina comum chegou a R$ 7,78. Esta foi a terceira ação do Procon na capital pernambucana.
Desta vez, as equipes fiscalizaram postos nos bairros de São José e Boa Vista, na área central da cidade, além de Benfica, Madalena e Ilha do Retiro, na Zona Oeste. Os postos notificados terão um prazo de três dias úteis para apresentar defesa ao Procon.
Após a análise das justificativas, caso seja comprovada irregularidade, os estabelecimentos poderão sofrer sanções ou multas com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Consumidores que identificarem possíveis irregularidades podem registrar denúncia junto ao Procon Recife por meio do site oficial, pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 0800.281.1311.
De acordo com o levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre 1º de março e 7 de março, o preço médio da gasolina no Recife era de R$ 6,66. Os valores começaram a subir quase R$ 1, mesmo sem qualquer aumento praticado pela Petrobras, que informou que o último reajuste foi uma redução em janeiro.
A Petrobras esclareceu que não atua na distribuição, sendo responsável apenas pela produção, refino e venda para as distribuidoras. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis), Alfredo Pinheiro Ramos, reconheceu que não houve reajuste pela Petrobras, mas afirmou que o aumento foi praticado pelas distribuidoras, relacionado ao custo do petróleo negociado em dólar e afetado pela guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Ele ainda afirmou que os postos são somente “repassadores de preço”. Já o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) declarou que o mercado de combustíveis no Brasil é livre e opera sob o princípio da livre concorrência, onde cada agente econômico define seus próprios preços e margens.


