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Produtor de abacaxi é assassinado em Miranorte; crime foi encomendado por rival

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca, conhecido como ‘Geraldo do Abacaxi’, foi assassinado a tiros em uma pizzaria em Miranorte, Tocantins, no dia 7 de setembro de 2024. Ele tinha 39 anos e estava jantando com a família quando dois homens armados invadiram o local e dispararam contra ele.

De acordo com a Polícia Civil, o crime foi encomendado por um fazendeiro rival que atuava no mesmo ramo de produção de abacaxis. A investigação revelou que, além da rivalidade comercial, o mandante tinha problemas pessoais com Geraldo, o que motivou o homicídio.

Na terça-feira (10), a polícia cumpriu mandados de prisão e prendeu quatro suspeitos. Dois homens apontados como pistoleiros foram localizados em Maceió (AL) e morreram em confronto com a polícia. A operação também visou os intermediários do crime, sendo que três homens foram responsáveis por contratar os pistoleiros, com dois capturados em Miranorte e um no Rio de Janeiro.

Geraldo era lembrado por sua honestidade e por ajudar as pessoas ao seu redor. Ele trabalhava no ramo de abacaxis há 18 anos, mantendo um escritório e empregando funcionários. A família lamentou sua morte, destacando que ele era um homem trabalhador e um ótimo pai.

O crime foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram a ação dos atiradores. Eles também roubaram um cordão que estava no pescoço de Geraldo antes de fugir. A polícia fez buscas na região, mas os suspeitos não foram encontrados inicialmente.

O delegado Afonso Lira informou que a investigação continua, com prisões temporárias pelo prazo de 30 dias para aprofundar a motivação do crime. O monitoramento bancário indicou que o pagamento pela morte de Geraldo foi realizado de forma fracionada, através de diversos depósitos nas contas dos executores.

A identificação de um dos atiradores foi possível graças ao trabalho de papiloscopia, que obteve fragmentos de digitais, e ao apoio dos setores de inteligência da Polícia Civil de Alagoas e do Rio de Janeiro, além da Polícia Rodoviária Federal.

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