Um agricultor de Boa Vista, Felipe Vicentini Santi, adotou uma nova tecnologia para aumentar a produção de pepino na zona rural. Ele investiu no sistema semi-hidropônico, que permite um maior controle nutricional das plantas e reduz a incidência de doenças no cultivo.
Diferente do plantio convencional, onde as plantas crescem diretamente no solo, o sistema utilizado por Felipe consiste em uma base preparada com metade de areia do lavrado e metade de casca de arroz. O cultivo é realizado em uma estufa, onde um equipamento automatizado libera, cinco vezes ao dia, jatos de água com nutrientes que alimentam as plantas ao longo do crescimento.
Esse método proporciona um controle mais eficaz do desenvolvimento das plantas e aumenta a produtividade. Atualmente, há cerca de 300 pés de pepino em produção na propriedade. Cada planta pode render quase 8 quilos de pepino ao longo do ciclo, com a colheita iniciando entre 35 e 40 dias após o plantio.
A produtividade do sistema semi-hidropônico pode superar em mais de 50% a do cultivo convencional. Além disso, o método contribui para a redução de problemas relacionados ao cultivo. Diante dos resultados positivos, Felipe planeja expandir a área cultivada e implementar o mesmo sistema para o plantio de tomate.
“”O sistema semi-hidropônico tem diversas vantagens, como maior produtividade, frutos de melhor qualidade e redução de doenças”, afirmou Felipe.”
Com um ambiente protegido e nutrição adequada, a produção de pepinos apresenta frutos de tamanho uniforme, o que, segundo o produtor, tem garantido boa aceitação no mercado local. Felipe trouxe sua experiência com o método do Rio Grande do Sul, onde aprendeu a trabalhar com o sistema semi-hidropônico antes de decidir utilizá-lo em Roraima.


