Produtores rurais do Rio Grande do Sul relatam dificuldades para adquirir óleo diesel e um aumento significativo no preço do combustível, mesmo sem reajuste oficial da Petrobras. Essa situação ameaça o andamento da safra de arroz e preocupa os produtores de soja, que aguardam um cenário mais estável para iniciar a colheita.
Entidades representativas do setor apontam que a especulação econômica por parte de distribuidores e revendedores pode ser uma das causas, influenciada pelos conflitos internacionais. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) emitiu um comunicado afirmando que não há falta de óleo diesel no estado e que não existem justificativas para problemas de abastecimento.
A ANP informou que notificará e cobrará explicações das distribuidoras sobre a alegada falta de fornecimento aos produtores. O Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do estado também declarou que suas empresas associadas não relataram falta de diesel.
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) afirmou que, até o momento, não há máquinas paradas, mas alertou que, se a situação persistir por mais uma semana, a colheita será diretamente prejudicada.
Em Pelotas, o produtor rural Tales Schwantz já sente os impactos da situação. Para garantir que terá combustível para transportar a produção, ele decidiu planejar o ritmo do trabalho. ‘A lavoura está pronta para colher, e tem que colher, o arroz não pode ficar na lavoura’, relata.
Schwantz explica que precisa se planejar para não perder o que foi plantado. ‘Pode ser que chegue um momento que não vai ter o que fazer, simplesmente vai ter que parar. É uma situação delicada e alguma providência tem que ser tomada’, desabafa.


