O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Victor Rezende Moreira Couto, foi demitido após denúncias de assédio sexual feitas por uma ex-aluna. A denúncia inclui uma sugestão do docente para que ambos fossem a um motel durante o retorno de uma atividade em uma fazenda escola.
A ex-aluna, que optou por não se identificar, relatou: “No meio do caminho ele sugeriu que a gente fosse pra um motel que tinha na estrada. Aquilo me assustou muito”. O professor atuava na Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ) e foi demitido após um processo administrativo que investigou as denúncias.
A estudante também mencionou que, em 2017, começou a notar comportamentos inadequados do professor, como toques em seu cabelo e braço. Ela afirmou que ele tentava ficar sozinho com ela e, após a recusa da proposta para o motel, continuou a insistir: “Eu falei não, não, você é casado. Você tem filha. Eu sou casada […] Ele continuou mandando mensagem e tudo. Tive vários problemas pessoais por causa disso. Acabou também culminando no meu divórcio”, relembrou.
As denúncias contra o professor seguem sendo investigadas pela Polícia Civil. A UFG informou que ainda não foi notificada oficialmente pelo Ministério da Educação (MEC) sobre a demissão e que se manifestará após a devolução formal do processo.
Em 2023, a ex-aluna foi contatada por outras cinco estudantes que relataram experiências semelhantes com o professor. A advogada Patricia Zapponi, que representa as seis estudantes, afirmou que o professor usava sua posição para obter vantagens de cunho sexual, ameaçando que as alunas não teriam oportunidades de trabalho se não atendessem às suas solicitações.
Victor Rezende Moreira Couto era professor de Produção de Bovinos de Corte e coordenador de disciplinas nos cursos de zootecnia, agronomia e veterinária. Ele também orientava alunos no Programa de Pós-graduação em Zootecnia (PPGZ) e coordenava o Centro de Pesquisa em Pecuária Extensiva (CEPPEX).
No dia 26 de fevereiro, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) uma decisão do MEC, assinada pelo ministro Camilo Santana, que determinou a demissão do professor. O documento declarou o docente culpado por violar dispositivos da Lei nº 8.112, incluindo a violação do dever funcional e a prática de conduta escandalosa.


