A professora de História e DJ Aldine Montenegro, de Rio Branco, concilia sua rotina na sala de aula durante a semana com apresentações em festas nos fins de semana. Para ela, ambas as atividades têm em comum a troca com o público.
No último dia 9 de março, em comemoração ao Dia Mundial do DJ, Aldine compartilhou sua trajetória, que começou na infância, cercada por músicos na família. ‘Desde que eu me entendo por gente, eu sou envolvida com música’, relembrou.
A paixão pela música se intensificou na adolescência, quando ganhou sua primeira guitarra aos 15 anos e formou uma banda apenas com meninas. Apesar do grupo ter se desfeito, Aldine continuou sua trajetória musical, colaborando na produção de eventos.
Em 2015, ao organizar uma festa em Rio Branco, ela enfrentou dificuldades para encontrar DJs disponíveis e decidiu estudar para tocar em suas próprias festas. ‘Comecei a cogitar aprender a tocar para tocar nas próprias festas que eu produzia’, disse.
A decisão de aprender a tocar se concretizou em 2017. Inicialmente, seu repertório era voltado para o indie e o rock, mas, com o tempo, Aldine ampliou seus conhecimentos e começou a tocar funk, adaptando-se ao que o público desejava. ‘A gente aprende muito na prática’, destacou.
Aldine enfatiza que ser DJ vai além de apenas tocar músicas. ‘Dependendo do que você faz, você muda completamente o evento de alguém’, explicou. Ela se considera uma DJ versátil, capaz de tocar diversos estilos musicais, desde brega até metal pesado.
Com uma agenda de apresentações que precisa conciliar com a sala de aula, Aldine geralmente toca às sextas e sábados. ‘Durante a semana fica complicado porque no outro dia eu preciso estar em sala de aula’, detalhou. Sua paixão pela música também já influencia a próxima geração, com seu filho se aventurando como baterista.
Para Aldine, trabalhar com música é mais do que uma profissão; é uma forma de viver e compartilhar momentos especiais. ‘Eu amo música. Acordo ouvindo música e vou dormir ouvindo música’, concluiu.


