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Professora da UEPB lança projeto para empoderar mulheres na computação

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma professora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) tem promovido a inclusão de mulheres em cursos de computação em Campina Grande. Em 2020, Luciana Gomes fundou o projeto Mulheres na Computação, inicialmente com apenas duas alunas, com o objetivo de criar uma rede de apoio para estudantes e divulgar a área da tecnologia na comunidade local.

Luciana, que leciona no curso de Ciência da Computação, percebeu a baixa presença feminina em cursos de exatas durante sua trajetória acadêmica. Em 2020, já como docente, decidiu agir para mudar essa realidade. “Eu, como graduanda, tive a experiência de ter poucas colegas mulheres na turma, e isso é o que eu observo ainda nos cursos de computação. Apesar de a gente ter uma entrada um pouco maior de mulheres, a gente tem um movimento a nível de Brasil e de mundo de tentar acolher mais essas mulheres”, afirmou.

O projeto foi oficialmente lançado durante a pandemia de Covid-19 e, desde então, já acolheu cerca de 90 alunas. Elas recebem comunicados, convites para reuniões e palestras, além de apoio para que permaneçam no curso e se destaquem na profissão. “Temos um grupo de umas 90 alunas no WhatsApp que recebem todos os nossos comunicados, e dessas alunas, em torno de 15 a 20 participam ativamente das atividades que oferecemos”, explicou Luciana.

A professora notou que as atividades em grupo têm ajudado as alunas a desenvolverem habilidades técnicas e de comunicação, essenciais em um mercado predominantemente masculino. Uma das histórias que mais a impactou foi a de uma ex-aluna que, após ingressar no projeto, se tornou bolsista de extensão e apresentou um trabalho em um dos maiores eventos da área na América Latina. “Ela era muito tímida e tinha dificuldade de falar em público, mas atribui seu sucesso ao projeto”, contou Luciana.

O projeto Mulheres na Computação também se estende para fora da universidade, levando atividades a escolas e reforçando a importância da tecnologia para meninas e mulheres. As alunas do curso têm a oportunidade de compartilhar suas experiências e inspirar garotas em idade escolar. “A ideia do projeto é fazer com que as alunas tenham protagonismo, apresentando para a comunidade o que é tecnologia”, disse a professora.

Além disso, Luciana enfatiza a importância de apresentar referências femininas na área da tecnologia para as estudantes. “Queremos mostrar mulheres que fizeram história na computação, para que as alunas vejam a tecnologia como uma carreira possível”, finalizou.

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