Professores de pré-vestibular em Ribeirão Preto, SP, destacam a importância da empatia e do fator humano no ensino. Em um dia comum, a professora Jerusa Nazar, conhecida como Jejequinha, utiliza sua criatividade para manter a atenção dos alunos durante a aula de química na unidade Médio e Pré-Vestibular do Liceu Albert Sabin.
Jerusa acredita que, para lidar com as distrações do mundo virtual, é essencial mostrar autenticidade e se conectar com os alunos. Ela afirma:
““O aluno, hoje, exige muito mais de nós, professores. A gente tem de tentar ganhar a atenção dele e tentar fazê-lo desligar de tudo que está em volta.””
O professor de história Marcos Roberto de Castro Silva, conhecido como Marcão, complementa que preparar boas aulas é fundamental para combater a desmotivação dos alunos. Ele ressalta que a habilidade de manter a atenção dos alunos tem se perdido devido às redes sociais e à pandemia.
Os educadores, com mais de 20 anos de experiência, reconhecem a necessidade de se atualizar constantemente. Tiago Biajoni Veloso de Almeida, professor de Física na Escola SEB AZ Lafaiete, destaca que a empatia é crucial para se conectar com a nova geração. Ele observa que a ansiedade dos alunos é exacerbada pela velocidade das redes sociais.
Jerusa também nota que muitos alunos romantizam a quantidade de horas de estudo, sem considerar a importância da consistência. Para ela, é vital mostrar que os professores também enfrentam desafios e falhas.
““Quero mostrar pra eles que sou que nem eles. Eu fui um aluno que repetiu de ano, então tento mostrar ‘poxa, eu consegui, é possível’.””
Marcão enfatiza a importância de estabelecer conexões entre o passado e o presente nas aulas de história, ajudando os alunos a desenvolver um senso crítico. Ele afirma que essa analogia é fundamental para a formação dos estudantes.
Os professores concordam que dar aula é uma vocação e que a habilidade de acolher os alunos vai além do conhecimento acadêmico. Jerusa destaca que perceber o entendimento dos alunos é sua maior motivação:
““Meu aluno sabe que é muito importante para mim eu perceber que ele entendeu minha matéria.””
Tiago acredita que a docência exige paciência e dedicação, especialmente ao trabalhar com alunos que têm mais dificuldades. Frederico Braga, professor de Matemática, também vê a carreira como um dom e reconhece que a sala de aula é um espaço performático, onde os professores precisam se apresentar de forma confiante.
Com quase 30 anos de experiência, Frederico foi inspirado por uma professora de Biologia que o motivou a seguir a carreira. Ele reflete sobre a influência que os educadores têm na vida dos alunos e a importância de ser um bom exemplo.


