Uma proposta da agência marítima da ONU, apresentada nesta quarta-feira, pede a criação de um corredor marítimo seguro para libertar cerca de 20 mil marinheiros retidos no Golfo Pérsico devido à guerra no Irã.
Centenas de embarcações estão ancoradas após alertas do Irã sobre ataques contra navios que tentarem deixar o Golfo pelo Estreito de Ormuz. A proposta, apresentada por Bahrein, Japão, Panamá, Singapura e Emirados Árabes Unidos, e apoiada pelos Estados Unidos, defende a criação de uma estrutura como um corredor marítimo seguro.
A proposta foi apresentada em uma reunião do Conselho de Administração da OMI (Organização Marítima Internacional) da ONU, em Londres. O documento afirma: “O objetivo dessa estrutura seria facilitar a evacuação segura de navios mercantes. Essa medida visa proteger a vida dos marinheiros”.
O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, informou que ao menos sete marinheiros mercantes morreram em decorrência do conflito. “Eles não devem se tornar vítimas de tensões geopolíticas mais amplas”, disse ele, apelando para a desescalada a fim de permitir que os marinheiros deixem o Golfo em segurança.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, destacou que os países da aliança militar ocidental também estão analisando o que pode ser feito. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu às nações que ajudem a policiar o estreito para permitir a passagem de petroleiros e outras embarcações, uma hidrovia que normalmente transporta um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
O Irã, em um documento separado enviado à OMI, afirmou que as autoridades do país continuam fornecendo assistência humanitária e apoio aos marinheiros e embarcações no Golfo e no estreito. A sessão do Conselho da OMI continua nesta quinta-feira (19).


