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Leitura: Protestos no Irã em apoio ao governo e à Palestina durante ataques
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Internacional

Protestos no Irã em apoio ao governo e à Palestina durante ataques

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 22:48
Amanda Rocha
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Tempo: 5 min.
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Milhares de pessoas se reuniram nas ruas do Irã em um protesto anti-Israel no Dia de Al Quds, demonstrando apoio à Palestina e ao governo iraniano. O evento contou com a presença de autoridades de alto escalão da República Islâmica, que estavam cercadas por um forte esquema de segurança.

Durante o protesto, os bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel continuaram, resultando na morte de uma pessoa. O chefe do Poder Judiciário do Irã, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, afirmou que o povo “não teme” as investidas e que não recuará “de jeito nenhum”.

““Nós todos viemos, mesmo com todas essas ameaças, para entregar um soco firme na boca dos EUA, de Israel e da arrogância global. E para dizer que nós sempre vamos estar ao lado do Islã e do nosso líder querido”, disse Zeynabsadat Hosseini, moradora de Teerã.”

Outro cidadão iraniano, que preferiu não se identificar, declarou: “Minha crença, 100%, e de todo o povo do Irã, é que nós somos vitoriosos. O exército do Islã é vitorioso”.

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A ausência notável no protesto foi do novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, que, segundo informações de inteligência americana e israelense, estaria ferido, com uma fratura no pé e a face “deformada”. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que Khamenei estaria “foragido” e questionou a falta de um pronunciamento em vídeo.

““Ele soltou um pronunciamento ontem — um fraco, na verdade. Mas não tinha voz nem vídeo. Era um pronunciamento escrito. O Irã tem muitas câmeras e muitos gravadores de voz. Por que um comunicado escrito?”, indagou Hegseth.”

O Departamento de Estado americano passou a oferecer US$ 10 milhões por informações que levem à captura de líderes iranianos, incluindo Khamenei. A administração Trump também está atenta à situação no Estreito de Ormuz, onde o Irã considera permitir a passagem de um pequeno número de petroleiros, desde que o comércio seja realizado em yuan, a moeda da China.

Desde o início da guerra, o Irã atacou mais de dez embarcações na região, resultando em uma alta no preço do petróleo, que fechou a sexta-feira (13) acima dos US$ 103, o maior valor desde junho de 2022. Hegseth comentou que os ataques não impedem a passagem de embarcações, afirmando: “A única coisa proibindo a passagem no Estreito agora é o Irã atirando em embarcações. Está aberto para o trânsito caso o Irã não faça isso”.

Segundo informações, a Casa Branca e o Pentágono subestimaram a disposição do Irã para bloquear a região e os impactos econômicos dessa decisão, algo que o governo nega. A gestão Trump busca novas formas de controlar os preços do petróleo. Na noite de quinta-feira (12), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos enfraqueceu as sanções ao petróleo russo, permitindo que países comprassem combustível vindo de Moscou por um mês, desde que o petróleo estivesse em embarcações até a madrugada de sexta (13).

No entanto, essa tentativa de Washington de conter o preço da commodity pode fortalecer a economia russa, que depende parcialmente da venda de petróleo. Lideranças europeias expressaram preocupação de que essa atitude possa reforçar o esforço de guerra de Vladimir Putin contra a Ucrânia. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o conflito no Oriente Médio não dará um “respiro” ao Kremlin.

““Para os europeus e para a França, as sanções devem ser mantidas, e a situação atual não justifica, de jeito nenhum, reduzi-las”, declarou Macron ao lado do chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.”

O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, também se manifestou, questionando os motivos dos americanos para essa decisão. “Quero deixar isso bem claro: aliviar as sanções agora, por qualquer razão, é algo que acreditamos ser errado”, afirmou Merz.

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