No sábado, 28 de março de 2026, os Estados Unidos testemunharam uma mobilização histórica com mais de 9 milhões de americanos participando de mais de 3 mil manifestações em todos os 50 estados. Os protestos fazem parte do movimento ‘No Kings’ (Sem Reis), que surge como uma resposta às políticas do segundo mandato do presidente Donald Trump.
O nome do movimento, ‘No Kings’, reflete a postura autoritária de Trump e de seus aliados. Críticos e ativistas acusam o presidente de governar como um tirano, concentrando poder no Executivo e utilizando o Departamento de Justiça para perseguir opositores políticos. A coalizão que organiza os atos defende que o poder pertence ao povo, e não a líderes que aspiram ser reis.
A pauta das manifestações aborda questões geopolíticas e sociais, com foco na guerra contra o Irã, em aliança com Israel, e na política de imigração. O estado de Minnesota se tornou o epicentro do movimento após a morte de dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, durante operações do ICE.
A capital St. Paul recebeu artistas e líderes como Bruce Springsteen, Joan Baez, Jane Fonda e o senador Bernie Sanders, que ecoaram o lema das multidões: ‘No War, No ICE’. A Casa Branca, no entanto, minimizou os protestos, chamando-os de ‘sessões de terapia de desorientação’ e atribuindo a mobilização a redes de financiamento de esquerda.
A taxa de aprovação de Trump caiu para a faixa de 36% a 40%, impulsionada pela guerra no Oriente Médio e impactos econômicos. Os protestos ‘No Kings’ servem como um termômetro do descontentamento civil e se consolidam como uma força política que pode ameaçar o controle republicano nas eleições de meio de mandato.

