O PT divulgou uma resolução nesta terça-feira que relaciona o escândalo do Banco Master à gestão de Jair Bolsonaro na Presidência. O documento afirma que houve omissão do Banco Central durante a administração de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro.
A resolução destaca o episódio em que o deputado Nikolas Ferreira viajou em uma aeronave associada ao banqueiro. O texto menciona: “O escândalo do Banco Master é o retrato desse modelo. O banco foi fundado e operou livremente durante o governo Bolsonaro, período em que acumulou fortes indícios de gestão fraudulenta, corrupção e irregularidades.”
O PT questiona: “Diante de tantas evidências, cabe perguntar: por que o Banco Central, então sob a gestão de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, não tomou as medidas necessárias para intervir e proteger o sistema financeiro e os recursos públicos?”
O documento também menciona que Daniel Vorcaro e o Banco Master doaram milhões para campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. O texto critica a utilização do jatinho de Vorcaro por lideranças da extrema direita, como Nikolas Ferreira.
Além disso, ao enumerar ações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a resolução faz referência às denúncias contra Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, por rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O PT afirma que a candidatura de Flávio representa a continuidade de um projeto autoritário e antipopular.
O texto conclui: “A candidatura de Flávio Bolsonaro representa a continuidade do mesmo projeto autoritário e antipopular que o Brasil derrotou nas urnas. Trata-se de um parlamentar marcado por denúncias e investigações envolvendo esquemas de rachadinha, movimentações financeiras suspeitas e um histórico de enriquecimento incompatível com a vida pública.”
O PT critica ainda que Flávio Bolsonaro nunca apresentou um projeto relevante para o desenvolvimento do país ou para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro, simbolizando apenas a tentativa da extrema direita de manter um projeto político baseado no ataque à democracia, na defesa de privilégios e na negação de direitos sociais.


