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Política

PT relaciona escândalo do Banco Master ao governo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 16:07
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O PT (Partido dos Trabalhadores) divulgou uma resolução que conecta o escândalo do Banco Master, liquidado pelo BC (Banco Central), ao governo de Jair Bolsonaro (PL) e ao pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

A resolução elogiou a investigação do caso durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destacou a existência de “dois projetos distintos de nação em disputa”. O lado de Lula é descrito como o “Brasil que respeita a ciência, que investe em universidades públicas, que fortalece o SUS (Sistema Único de Saúde)”, valorizando a cultura e considerando conhecimento, saúde e educação como pilares de um projeto de desenvolvimento soberano.

Por outro lado, o PT argumentou que o outro lado representa um projeto que exalta um país voltado ao “negacionismo, racismo, que sabotou a compra de vacinas durante a pandemia, espalhou mentiras contra a ciência, extinguiu o Ministério da Cultura e atacou as universidades públicas”. O partido afirmou que o “escândalo do Banco Master é o retrato desse modelo”.

O PT ressaltou que a fundação do banco ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), que esteve no poder entre 2019 e 2022. Segundo o BC, o Master foi criado em 2021. “O banco foi fundado e operou livremente durante o governo Bolsonaro, período em que acumulou fortes indícios de gestão fraudulenta, corrupção e irregularidades”, declarou.

A crítica se estendeu à gestão do ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro. “Diante de tantas evidências, cabe perguntar: por que o Banco Central, então sob a gestão de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, não tomou as medidas necessárias para intervir e proteger o sistema financeiro e os recursos públicos?”, questionou o PT.

A resolução também mencionou as doações de Fernando Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para as campanhas eleitorais de Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Criado e expandido nesse ambiente político, o banco manteve relações estreitas com setores da direita brasileira e com governos alinhados ao bolsonarismo”, afirmou o PT.

O partido destacou que Daniel Vorcaro e o Banco Master doaram milhões para campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, enquanto lideranças da extrema direita, como o deputado Nikolas Ferreira, utilizaram diversas vezes o jatinho de Vorcaro.

O servidor Paulo Sérgio, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, também foi alvo de críticas. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação Compilance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal), que investiga as circunstâncias do Banco Master. “Soma-se a isso o fato de que o servidor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização da autarquia e também nomeado durante o governo Bolsonaro, atuava na prática como um empregado-consultor do próprio dono do banco”, afirmou o PT.

O partido acrescentou que “governadores bolsonaristas chegaram a adquirir títulos podres com dinheiro público e foi o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, bolsonarista, que tentou uma manobra para salvar o Banco Master com recursos públicos”.

Por fim, a resolução do PT concluiu que “esses elementos revelam que não se trata de um episódio isolado, mas de um sistema de relações promíscuas entre operadores políticos, interesses financeiros e setores do Estado que protege privilégios de poucos em detrimento do interesse nacional”.

A reportagem tentou contato com a família Bolsonaro, Roberto Campos Neto, Ibaneis Rocha e Nikolas Ferreira para um posicionamento, mas não obteve retorno até o momento desta publicação. O espaço está aberto para manifestação.

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