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Internacional

Quatro navios atacados no Estreito de Ormuz em meio a tensões regionais

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 08:30
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Pelo menos quatro navios foram atacados nesta quarta-feira (11) na área do Estreito de Ormuz, uma região estratégica no Oriente Médio. A origem dos ataques ainda não foi identificada até a última atualização desta reportagem.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo. Os ataques resultaram em uma alta no preço da commodity e geraram temores de escassez de combustíveis. Um porta-contêineres e dois cargueiros foram atingidos por ‘projéteis desconhecidos’, conforme informou a agência marítima britânica UKMTO, que registrou 14 incidentes contra navios desde o início do conflito em 28 de fevereiro.

Um graneleiro com bandeira da Tailândia também foi atacado enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz. A Marinha de Bangcoc informou que os 20 tripulantes da embarcação foram resgatados. O navio cargueiro Mayuree Naree, de bandeira tailandesa, foi envolto em fumaça negra após os supostos ataques.

Na terça-feira, as Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram a destruição de 16 navios iranianos de instalação de minas ‘perto do Estreito de Ormuz’. A Agência Internacional de Energia (AIE) considera a possibilidade de recorrer às reservas estratégicas de petróleo, uma medida extraordinária.

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Os governantes do G7 devem se reunir por videoconferência nesta quarta-feira para discutir a questão das reservas energéticas, segundo o ministro francês da Economia, Roland Lescure. Os ataques no Golfo afetaram várias áreas da região, incluindo explosões na capital do Catar, Doha, e ferimentos causados pela queda de drones perto do aeroporto de Dubai.

A Arábia Saudita anunciou que derrubou drones que se dirigiam ao campo de petróleo de Shaybah e que mísseis foram lançados em direção a uma base aérea que abriga militares americanos. O presidente americano, Donald Trump, ameaçou o Irã com ‘consequências militares (…) de um nível nunca antes visto’ caso o país instale minas na área.

Washington também mencionou a possibilidade de escoltar os navios que passam pela região. Especialistas alertam que os riscos de segurança podem tornar a passagem pelo estreito economicamente inviável, com custos superiores à margem de lucro do transporte de petróleo.

O bloqueio do estreito provoca volatilidade nos mercados: após uma recuperação na terça-feira, as Bolsas europeias abriram em terreno negativo nesta quarta-feira, e o preço do petróleo voltou a subir. O barril de WTI se aproximava de 88 dólares, uma alta de quase 6%, enquanto o barril de Brent era negociado por pouco mais de 92 dólares, com alta de 5%.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que os ataques se intensificaram desde o início da guerra, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que ‘o agressor deve ser punido’. O novo guia supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, está ‘são e salvo’, apesar de ferimentos na guerra.

Explosões em Teerã provocaram tremores nas janelas de apartamentos, e uma moradora expressou preocupação com a segurança em meio aos ataques. Além disso, o Irã lançou mísseis contra Israel, resultando em feridos perto de Tel Aviv, enquanto forças israelenses bombardeiam o Líbano desde o início do conflito.

TAGGED:Agência Internacional de EnergiaconflitoDonald TrumpEstreito de OrmuzEUAGuarda Revolucionária do IrãMarinha de BangcocMohammad-Bagher GhalibafMojtaba KhameneiPetróleo
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