No dia 10 de março de 2026, o contrato do açúcar bruto com vencimento em maio na bolsa de Nova York fechou a US$ 14,38 centavos por libra-peso, apresentando uma queda de 1,44%.
A queda nos preços do petróleo bruto, que foi de cerca de 11%, pressionou o mercado. A desvalorização da energia reduz a competitividade do etanol, o que pode levar usinas a direcionar mais cana para a produção de açúcar, aumentando a oferta global.
Leonardo Silvestre, executivo comercial do setor sucroenergético, destacou três fatores principais que influenciam o comportamento do mercado. O primeiro é o impacto do conflito envolvendo o Irã, que afeta a logística e a demanda no Oriente Médio, um importante polo importador de açúcar bruto.
O segundo fator é a influência do petróleo sobre o mercado de combustíveis no Brasil. A valorização do petróleo tende a estimular o consumo de etanol, o que pode fazer com que as usinas direcionem uma maior parte da moagem da cana para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar.
Silvestre também mencionou que a rentabilidade do açúcar está inferior à do etanol no Brasil, com uma diferença de remuneração de aproximadamente 20% na região de São Paulo, o que reforça o direcionamento da produção para o biocombustível.
Além disso, há preocupações com o clima, com a expectativa de ocorrência de El Niño de intensidade moderada a forte entre junho e julho de 2026, o que pode prejudicar a produção de cana em países do hemisfério norte, como Índia e Tailândia, que são os segundo e terceiro maiores exportadores globais de açúcar.
Na mesma sessão, os preços do cacau também avançaram, com o contrato para entrega em maio encerrando o dia a US$ 3.447 por tonelada, alta de 4,80%. Esse movimento foi impulsionado pela cobertura de posições vendidas, em meio a incertezas logísticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
O contrato futuro do café arábica com vencimento em maio registrou leve queda de 0,37%, encerrando a sessão a US$ 2,958 por libra-peso. Os estoques certificados de café arábica aumentaram em 12.512 sacas, totalizando 553.379 sacas, embora ainda estejam inferiores ao volume do ano passado.
O contrato do suco de laranja concentrado congelado para entrega em maio fechou a US$ 1.905 por tonelada, com alta de 5,37%, sustentada por compras especulativas. Os preços futuros do algodão também avançaram, com o contrato de maio a US$ 65,30 por libra-peso.


