Um raio atingiu uma residência na zona industrial de Sorocaba (SP) durante um temporal na sexta-feira (6), causando danos em aparelhos eletrônicos de pelo menos duas casas. O incidente foi registrado por uma câmera de monitoramento.
Ninguém ficou ferido. Giuliano Ferrero, que instalou as câmeras na varanda de seu apartamento na rua José Raymundo de Andrade, no bairro do Éden, ficou preocupado e foi ao local no sábado (7). O proprietário da casa atingida informou que estava nos fundos do imóvel e que seu cachorro não estava próximo ao local do impacto.
O único prejuízo relatado pelo morador foi o motor do portão, que queimou. Giuliano comentou:
““Ele disse: ‘está todo mundo passando por aqui e olhando para o meu portão, olhando para cima, perguntando, me mandando vídeo’.””
Além disso, outro morador da rua também sofreu danos, com a queima de uma televisão, geladeira e micro-ondas. A Defesa Civil do Estado informou que Sorocaba registrou 956 raios nas últimas 24 horas, sendo 723 entre nuvem-nuvem e 233 entre nuvem-solo.
A psicóloga Isabelle Bianchi, moradora da casa atingida, relatou que sentiu medo com a descarga elétrica.
““O clarão foi tão grande que parecia estar dentro de casa,””
disse ela, acrescentando que o barulho foi muito forte. A gravação do momento foi feita pela câmera instalada na varanda da casa.
O raio foi consequência de um forte temporal que trouxe outros transtornos à cidade, incluindo pontos de alagamento. A chuva ocorreu após a chegada de uma frente fria, e a Defesa Civil emitiu um alerta para o risco de novos temporais.
Um dos pontos de alagamento foi a Avenida XV de Agosto, no Jardim Iguatemi, que prejudicou o trânsito. Os bairros Jardim Saira e dos Morros registraram o maior volume de chuva, com 29 milímetros. Também houve problemas no Parque Esmeralda, na zona oeste, e em Araçoiaba da Serra, onde Iperó teve o maior índice pluviométrico, com 49 milímetros.
A prefeitura de Sorocaba mapeou 88 pontos com risco de alagamento. A Defesa Civil alertou que, durante a noite e a madrugada de sábado (7), a combinação de uma área de instabilidade com a umidade vinda da Amazônia aumenta o risco de novos temporais em todo o estado, além da queda nas temperaturas.


