Raízen protocolou recuperação extrajudicial com dívida de R$ 65,1 bilhões

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Raízen protocolou nesta quarta-feira (11) um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de reestruturar uma dívida total de R$ 65,1 bilhões.

O plano abrange obrigações financeiras quirografárias da holding Raízen S.A. e de oito subsidiárias, incluindo Raízen Energia S.A. e Raízen Fuels Finance S.A.

Os principais credores incluem bancos internacionais, bondholders e securitizadoras, com instituições financeiras atuando como agentes para investidores internacionais.

O passivo sujeito ao plano é liderado pelo The Bank of New York Mellon, que é o maior credor individual, com um crédito de R$ 26,1 bilhões, referente a diversas séries de bônus internacionais com vencimentos entre 2032 e 2054.

Entre os bancos comerciais estrangeiros, o BNP Paribas possui créditos que totalizam aproximadamente R$ 4,2 bilhões. No mercado de capitais brasileiro, a Pentágono S.A. DTVM atua como agente para titulares de debêntures em emissões individuais que superam R$ 1,2 bilhão.

A True Securitizadora S.A. é credora de múltiplas séries de CRAs, com valores individuais chegando a R$ 1,28 bilhão. O Grupo Santander é a principal instituição financeira nacional, com R$ 2,2 bilhões em créditos.

A Raízen atribui seu endividamento à elevação da taxa Selic, atualmente em 15%, e a variações nos ciclos de colheita que impactaram as margens operacionais.

O plano de recuperação estabelece um período de suspensão de pagamentos e proíbe a distribuição de dividendos e lucros até a homologação judicial da reestruturação.

Veja a lista dos credores do plano da Raízen:

  • THE BANK OF NEW YORK MELLON: R$ 26,1 bilhões
  • PENTÁGONO S.A. DTVM: R$ 6,6 bilhões
  • TRUE SECURITIZADORA S.A.: R$ 6,4 bilhões
  • GRUPO BNP PARIBAS: R$ 4,2 bilhões
  • GRUPO SANTANDER (Banco e Corretora): R$ 2,2 bilhões
  • COOPERATIEVE RABOBANK U.A.: R$ 2,2 bilhões
  • BANCO BRADESCO S.A.: R$ 2,08 bilhões
  • SUMITOMO MITSUI BANKING CORPORATION (SMBC): R$ 1,9 bilhão
  • THE BANK OF NOVA SCOTIA (Scotiabank): R$ 1,59 bilhão
  • BANK OF AMERICA (N.A. e Merrill Lynch): R$ 1,54 bilhão
  • BANCO ITAÚ UNIBANCO S.A.: R$ 1,2 bilhão
  • MUFG BANK, LTD. (Incluindo Banco MUFG Brasil): R$ 1,17 bilhão
  • BANCO BILBAO VIZCAYA ARGENTARIA (BBVA): R$ 1,05 bilhão
  • BANCO DO BRASIL S.A.: R$ 1,03 bilhão
  • U.S. BANK NATIONAL ASSOCIATION: R$ 986 milhões
  • OPEA SECURITIZADORA S.A.: R$ 905,7 milhões
  • JPMORGAN CHASE BANK, N.A.: R$ 840,1 milhões
  • BANK OF CHINA LIMITED: R$ 794,9 milhões
  • BANCO MORGAN STANLEY S.A.: R$ 584 milhões
  • GRUPO CITIBANK (Banco e Citibank N.A.): R$ 466 milhões
  • HSBC (The Hongkong and Shanghai Banking Corp): R$ 447,5 milhões
  • CRÉDIT AGRICOLE (Grupo): R$ 270,5 milhões
  • XP COMERCIALIZADORA DE ENERGIA S.A.: R$ 170 milhões
Compartilhe esta notícia