A Raízen protocolou nesta quarta-feira (11) um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de reestruturar uma dívida total de R$ 65,1 bilhões.
O plano abrange obrigações financeiras quirografárias da holding Raízen S.A. e de oito subsidiárias, incluindo Raízen Energia S.A. e Raízen Fuels Finance S.A.
Os principais credores incluem bancos internacionais, bondholders e securitizadoras, com instituições financeiras atuando como agentes para investidores internacionais.
O passivo sujeito ao plano é liderado pelo The Bank of New York Mellon, que é o maior credor individual, com um crédito de R$ 26,1 bilhões, referente a diversas séries de bônus internacionais com vencimentos entre 2032 e 2054.
Entre os bancos comerciais estrangeiros, o BNP Paribas possui créditos que totalizam aproximadamente R$ 4,2 bilhões. No mercado de capitais brasileiro, a Pentágono S.A. DTVM atua como agente para titulares de debêntures em emissões individuais que superam R$ 1,2 bilhão.
A True Securitizadora S.A. é credora de múltiplas séries de CRAs, com valores individuais chegando a R$ 1,28 bilhão. O Grupo Santander é a principal instituição financeira nacional, com R$ 2,2 bilhões em créditos.
A Raízen atribui seu endividamento à elevação da taxa Selic, atualmente em 15%, e a variações nos ciclos de colheita que impactaram as margens operacionais.
O plano de recuperação estabelece um período de suspensão de pagamentos e proíbe a distribuição de dividendos e lucros até a homologação judicial da reestruturação.
Veja a lista dos credores do plano da Raízen:
- THE BANK OF NEW YORK MELLON: R$ 26,1 bilhões
- PENTÁGONO S.A. DTVM: R$ 6,6 bilhões
- TRUE SECURITIZADORA S.A.: R$ 6,4 bilhões
- GRUPO BNP PARIBAS: R$ 4,2 bilhões
- GRUPO SANTANDER (Banco e Corretora): R$ 2,2 bilhões
- COOPERATIEVE RABOBANK U.A.: R$ 2,2 bilhões
- BANCO BRADESCO S.A.: R$ 2,08 bilhões
- SUMITOMO MITSUI BANKING CORPORATION (SMBC): R$ 1,9 bilhão
- THE BANK OF NOVA SCOTIA (Scotiabank): R$ 1,59 bilhão
- BANK OF AMERICA (N.A. e Merrill Lynch): R$ 1,54 bilhão
- BANCO ITAÚ UNIBANCO S.A.: R$ 1,2 bilhão
- MUFG BANK, LTD. (Incluindo Banco MUFG Brasil): R$ 1,17 bilhão
- BANCO BILBAO VIZCAYA ARGENTARIA (BBVA): R$ 1,05 bilhão
- BANCO DO BRASIL S.A.: R$ 1,03 bilhão
- U.S. BANK NATIONAL ASSOCIATION: R$ 986 milhões
- OPEA SECURITIZADORA S.A.: R$ 905,7 milhões
- JPMORGAN CHASE BANK, N.A.: R$ 840,1 milhões
- BANK OF CHINA LIMITED: R$ 794,9 milhões
- BANCO MORGAN STANLEY S.A.: R$ 584 milhões
- GRUPO CITIBANK (Banco e Citibank N.A.): R$ 466 milhões
- HSBC (The Hongkong and Shanghai Banking Corp): R$ 447,5 milhões
- CRÉDIT AGRICOLE (Grupo): R$ 270,5 milhões
- XP COMERCIALIZADORA DE ENERGIA S.A.: R$ 170 milhões

