A United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um rebocador foi atingido por projéteis de origem desconhecida a 6 milhas náuticas ao norte de Omã, no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.
O tráfego no estreito praticamente desapareceu desde o início da guerra. Na quinta-feira (5), a Guarda Revolucionária do Irã declarou que o Estreito de Ormuz está fechado apenas para navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais.
O estreito está, na prática, fechado desde que os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irã no sábado, o que fez os preços do petróleo dispararem e ameaça desestabilizar a economia global.
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nesta quarta-feira, após um ataque norte-americano atingir um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, paralisando o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo e interrompendo o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.
O ataque do submarino norte-americano ao navio iraniano ocorreu enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fornecer seguro e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses. Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

