A Kuwait Petroleum Corporation informou que a refinaria Mina Al-Ahmadi foi atacada por um drone na quinta-feira, 19 de março de 2026, resultando em um pequeno incêndio. O ataque ocorreu a cerca de 40 quilômetros ao sul da capital, Cidade do Kuwait.
Segundo a agência de notícias KUNA, não houve feridos em decorrência do ataque. Na mesma manhã, as forças armadas do Kuwait relataram que as defesas aéreas do país estavam respondendo a “ameaças hostis de mísseis e drones”.
O ataque à refinaria acontece em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio, onde os Estados Unidos e Israel estão em conflito com o Irã. Este conflito teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios e alvos militares iranianos. Em retaliação, o Irã tem realizado ataques contra países da região, incluindo o Kuwait.
As autoridades iranianas afirmam que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel. Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.
A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos. O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah atacou Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah.
Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas indicam que ele representa continuidade da repressão no Irã, e Donald Trump criticou essa escolha, chamando-a de “grande erro”.


