A Kuwait Petroleum Corporation (KPC) informou que a refinaria de petróleo de Mina Al-Ahmadi foi atacada por vários drones na manhã desta sexta-feira, 20 de março de 2026. O ataque provocou incêndios em algumas unidades da refinaria, segundo a Agência de Notícias do Kuwait (KUNA).
De acordo com informações iniciais, não houve feridos no ataque, mas diversas unidades foram fechadas. Os bombeiros estavam atuando para controlar os incêndios, conforme relatado pela KUNA.
A refinaria, localizada a cerca de 40 quilômetros ao sul da capital, Cidade do Kuwait, já havia sido atingida por um drone no dia anterior, 19 de março. O incidente ocorreu após as forças armadas do Kuwait afirmarem que suas defesas aéreas estavam respondendo a “ameaças hostis de mísseis e drones”.
O ataque à refinaria se insere em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio, onde os Estados Unidos e Israel estão em conflito com o Irã. O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, além de diversas autoridades do regime iraniano.
Desde então, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano tem realizado ataques contra países da região, incluindo o Kuwait, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de Ali Khamenei, um novo líder supremo foi eleito no Irã: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele representa continuidade da repressão, sem mudanças estruturais significativas. Donald Trump expressou descontentamento com a escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

