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Leitura: Relatório da ONU aponta crime de guerra em bombardeio de prisão no Irã por Israel
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Internacional

Relatório da ONU aponta crime de guerra em bombardeio de prisão no Irã por Israel

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 13:52
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Um relatório das Nações Unidas, divulgado nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, afirma que o bombardeio israelense à prisão de Evin, no Irã, em junho de 2025, configura um crime de guerra. A declaração foi feita por Sara Hossain, chefe da investigação da ONU sobre o ataque.

Hossain afirmou: “Encontramos motivos razoáveis para acreditar que, ao realizar os ataques aéreos na prisão de Evin, Israel cometeu o crime de guerra de direcionar intencionalmente ataques contra um objeto civil.” O relatório, que se baseia em entrevistas com vítimas e testemunhas, imagens de satélite e outros documentos, foi apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O ataque resultou na morte de 80 pessoas, incluindo uma criança e oito mulheres, e atingiu áreas estratégicas da prisão durante a chamada “guerra dos doze dias”. Hossain também alertou que a repressão do regime iraniano deve aumentar em meio ao conflito entre a coalizão Estados Unidos-Israel e o Irã, que completou 17 dias.

““A principal lição aprendida com nossas investigações neste contexto é clara: a ação militar externa não fornece responsabilidade ou traz mudanças significativas. Em vez disso, corre o risco de intensificar a repressão doméstica”, disse Hossain.”

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O bombardeio à prisão de Evin ocorreu durante um conflito que deixou pelo menos 638 mortos, quase 8 mil feridos, mais de 2 mil ataques e centenas de prisões. A guerra aérea começou com alegações israelenses de que o programa nuclear iraniano representava uma “ameaça existencial” ao Estado de Israel.

O conflito terminou com um cessar-fogo frágil mediado pelos Estados Unidos, que realizaram ataques contra três instalações nucleares do Irã no 12º dia de hostilidades. A prisão de Evin, fundada em 1972, é conhecida por deter presos políticos e de segurança, e tem sido alvo de denúncias de práticas violentas e tortura sistemática por organizações de direitos humanos.

TAGGED:Anistia InternacionalAtaqueGuerraHuman Rights WatchIsraelMundoNações UnidasOriente Médioprisão de EvinPrisõesSara Hossain
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