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Relatório da PF revela expansão internacional do Comando Vermelho

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um relatório de inteligência da Polícia Federal, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, revela a transformação do Comando Vermelho em uma organização criminosa internacional. O documento detalha a presença do grupo em diversos países e sua estrutura consolidada em quase todos os estados do Brasil.

A investigação se concentra na infiltração do crime organizado na política do Rio de Janeiro. O Brasil busca evitar que o governo dos Estados Unidos classifique o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas.

A Polícia Federal identificou a atuação de membros do Comando Vermelho em quatro países: Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia. As atividades nesses locais incluem a negociação de preços e rotas para o tráfico de drogas e armas.

Na Colômbia, o relatório destaca a relação do Comando Vermelho com dissidentes das FARC, especialmente na Amazônia. O documento afirma:

““A atuação conjunta visa facilitar o transporte de drogas para o território nacional, abastecendo o mercado interno e viabilizando a exportação para outros países.””

Além disso, a PF indica que os Estados Unidos estão na rota do tráfico de armas. Brasileiros residentes nos EUA compram peças e munição, alegando que serão usadas em clubes de tiro e empresas de manutenção, mas desviam os equipamentos. Os armamentos são montados, principalmente no Paraguai, e enviados ao Brasil sem numeração ou registro.

O relatório também mapeou a atuação do Comando Vermelho em outras regiões do Brasil, além do Rio de Janeiro, seja de forma direta ou em parceria com grupos locais. O texto conclui:

““A atuação em outros estados brasileiros e em países vizinhos reforça a necessidade de cooperação entre instituições, compartilhamento de dados e ações coordenadas.””

O Comando Vermelho, ao estabelecer conexões fora do país, diversifica suas fontes de renda, fortalece suas rotas e amplia seu acesso a armamentos e insumos ilícitos.

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