Relatório prevê crise global em 2028 devido ao avanço da inteligência artificial

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O avanço da inteligência artificial (IA) reacende preocupações sobre seu impacto no mercado de trabalho. Desde 2022, com o lançamento do ChatGPT, a discussão sobre a substituição de funções humanas por ferramentas de IA tem ganhado destaque.

A recente demissão de cerca de 4 mil funcionários pela Block, empresa de pagamentos fundada por Jack Dorsey, representa 40% de seu quadro. O CEO da empresa afirmou que essa decisão não foi motivada por dificuldades financeiras, mas sim por uma estratégia de adaptação às novas possibilidades trazidas pela automação.

““Estamos no meio de uma revolução da inteligência artificial que pode ser tão grande — ou até maior — do que a Revolução Industrial”, disse Thiago Godoy, apresentador do Resenha do Dinheiro.”

Após o anúncio das demissões, as ações da Block subiram 20%, indicando que o mercado vê potencial para maior produtividade e redução de custos fixos.

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Um relatório da Citrini Research prevê que o avanço acelerado da IA pode levar a uma crise econômica no fim da década. Intitulado “A Crise de Inteligência Global de 2028”, o estudo sugere que o “prêmio” pago ao trabalhador intelectual pode ser reduzido, resultando em um choque no mercado de trabalho.

De acordo com a análise, a rápida adoção da tecnologia pode causar um desequilíbrio, pressionando o consumo e aumentando tensões sociais. A taxa de desemprego nos Estados Unidos poderia subir para 10,2% em 2028, enquanto o S&P 500 poderia registrar uma queda de 38% durante a crise.

““O mercado já está precificando um cenário em que os custos operacionais das empresas tendem a cair ao longo do tempo”, afirmou Marília Fontes, também apresentadora do Resenha do Dinheiro.”

O programa Resenha do Dinheiro busca simplificar a linguagem econômica e aproximar o público do mercado financeiro, abordando as principais notícias e movimentos da economia de forma leve e acessível.

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