A montadora francesa Renault anunciou que pretende aumentar suas vendas em 23% até 2030, com a meta de que metade dos carros da marca sejam vendidos no exterior. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 10 de março de 2026, em meio a uma busca por crescimento fora da Europa.
A empresa enfrenta concorrência crescente de montadoras chinesas de baixo custo, como BYD e Chery, além de rivais tradicionais como a Stellantis. Essa competição tem pressionado os preços e afetado as margens de lucro da Renault no mercado europeu.
Com a nova estratégia quinquenal chamada “futuREady”, a Renault planeja lançar 36 novos modelos nos próximos cinco anos, sendo 14 deles fora da Europa, em comparação com apenas oito nos cinco anos anteriores. Entre esses novos modelos, estão previstos quatro para o mercado indiano, com a produção do pequeno SUV Bridger começando no próximo ano.
O foco nas vendas internacionais reflete uma nova ênfase após a Renault ter se retirado de vários mercados sob a liderança do ex-presidente-executivo Luca de Meo, como parte da estratégia “Renaulution” para lidar com perdas.
““Com a Renaulution, provamos que podemos vencer, agora precisamos provar que podemos durar”, afirmou François Provost, atual presidente-executivo da Renault, durante uma apresentação a analistas em Paris.”
Ainda que a Renault esteja em uma posição melhor atualmente, a concorrência continua a aumentar. A diminuição do apoio a veículos elétricos nos Estados Unidos durante o governo Trump resultou em perdas contábeis significativas e mudanças abruptas nas estratégias de alguns concorrentes.
O analista Michael Foundoukidis, da Oddo BHF, comentou que o foco na eficiência do segmento C, que possui alta margem de lucro, e o impulso internacional oferecem “um roteiro claro para a resiliência da margem”, embora a execução desse plano seja fundamental.
As ações da Renault apresentaram alta de mais de 1,3% por volta das 12h05 pelo horário de Brasília nesta terça-feira.


