A reprodução assistida tem passado por inovações tecnológicas significativas, destacando-se o uso do aparelho Embryoscope Plus+. Este equipamento permite o monitoramento em time-lapse do desenvolvimento embrionário.
Integrado à inteligência artificial (IA), o Embryoscope Plus+ realiza um acompanhamento contínuo e detalhado de cada fase da formação dos embriões. Anteriormente, os embriões eram avaliados manualmente por embriologistas em intervalos específicos, o que exigia a abertura da incubadora e a retirada das amostras, causando variações de temperatura e umidade que poderiam afetar a qualidade embrionária.
Com a nova tecnologia, essa limitação é superada. O obstetra Rodrigo Rosa, especialista em Reprodução Humana e sócio-fundador do Mater Lab, explica:
““O time-lapse é uma tecnologia em que o embrião que está na incubadora é filmado o tempo inteiro, então, com isso, a gente consegue avaliar exatamente como está sendo a evolução das células. E não retirando esses embriões das incubadoras, minimiza riscos e ajuda esses embriões a se desenvolverem.””
O equipamento registra imagens contínuas do embrião a cada poucos minutos, gerando vídeos que mostram todas as etapas do seu desenvolvimento, desde a fecundação até a transferência para o útero. Esse acompanhamento contínuo fornece informações detalhadas sobre cada fase da formação dos embriões, contribuindo para diagnósticos mais precisos.
A tecnologia também permite o uso de algoritmos e inteligência artificial para analisar padrões de crescimento e prever quais embriões têm melhores perspectivas de gravidez. Rosa acrescenta:
““Além de potencializar as chances de conseguir um bom embrião, tem um grande benefício de seleção dos melhores embriões, porque existe uma classificação por inteligência artificial que vai dar um ranking de qual deles tem maior chance de implantação.””
Com cada etapa do desenvolvimento embrionário registrada em vídeo de alta qualidade, é criado um histórico visual completo e auditável, que pode ser revisado para controle de qualidade e utilizado em pesquisas. Para os pacientes, essa tecnologia representa mais chances de sucesso no tratamento e maior segurança na escolha dos embriões.

