O hábito alimentar da participante Gabriela, dentro da casa do Big Brother Brasil, gerou preocupação entre nutricionistas e telespectadores. Ao consumir carne crua de forma rotineira, a participante trouxe à tona um debate importante sobre segurança alimentar e os riscos associados a uma proteína que não passa pelo processo de cocção.
Segundo a nutricionista Sabrina Theil, o maior risco desse hábito é o desenvolvimento de intoxicação alimentar severa, causada pela contaminação de organismos patogênicos. Entre os principais vilões encontrados na carne sem preparo térmico estão bactérias como Salmonella, Clostridium e Listeria, além de parasitas perigosos como o Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose, e a Taenia, popularmente conhecida como solitária.
Muitas pessoas acreditam que apenas certos tipos de proteína oferecem perigo, mas a realidade é que todo tipo de carne crua pode causar intoxicações, com destaque para as carnes de boi, porco e aves.
““A ausência do calor permite que esses micro-organismos permaneçam vivos e ativos, prontos para infectar o trato digestivo humano”,”
explica a nutricionista.
Para aqueles que, como a participante do reality, optam por consumir carne crua, Sabrina Theil enfatiza que a segurança depende de um protocolo rigoroso.
““É fundamental utilizar carnes de procedência confiável e que tenham passado por um controle sanitário estrito”,”
afirma. Além disso, a manutenção de uma refrigeração adequada e a garantia de uma higiene absoluta durante a manipulação são passos essenciais.
“Para consumir carne crua com segurança, é importante utilizar carnes de procedência confiável e com controle sanitário rigoroso; manter a refrigeração adequada; garantir higiene rigorosa na manipulação e consumir imediatamente após o preparo”,
destaca a especialista.

