Risco de El Niño pode trazer inverno mais ameno em 2026

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

As temperaturas globais podem voltar a subir em 2026, com alguns períodos superando os níveis já elevados registrados em 2025. O risco de formação do El Niño no oceano Pacífico é o principal fator por trás dessa projeção.

O fenômeno, conhecido por alterar o clima do planeta, esteve associado a eventos extremos no Brasil em 2025. O estado do Rio Grande do Sul enfrentou chuvas intensas que resultaram em uma das maiores tragédias da sua história, enquanto outras regiões do país sofreram com secas severas e queimadas.

As previsões são baseadas em dados de agências internacionais de monitoramento climático, como a NOAA e a Organização Meteorológica Mundial. A meteorologista Michelle L’Heureux, do Climate Prediction Center da NOAA, afirmou que este é um período de “menor confiabilidade das previsões”, mas os modelos indicam aumento das chances de formação do El Niño no segundo semestre de 2026.

No momento, o planeta atravessa uma fase neutra do sistema climático do Pacífico, após a atuação da La Niña, que começou no ano passado e contribuiu para um leve arrefecimento das temperaturas globais. Esse padrão deve persistir ao longo do primeiro semestre de 2026, antes de uma possível transição.

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Se o El Niño se confirmar, a tendência é de aumento das temperaturas médias, especialmente no segundo semestre, com impactos variáveis entre as estações. Em geral, isso pode resultar em invernos mais amenos e verões potencialmente mais quentes em diversas regiões.

Projeções do European Centre for Medium-Range Weather Forecasts indicam que, se o fenômeno se formar, há cerca de 98% de probabilidade de que ele seja de intensidade moderada. Isso sugere um cenário de impactos relevantes, mas menos extremos do que os observados em episódios muito fortes.

Um El Niño moderado ainda pode alterar significativamente os padrões de chuva e temperatura. No Brasil, costuma favorecer volumes acima da média no Sul, aumentando o risco de eventos extremos, enquanto no Norte e no Nordeste a probabilidade de períodos secos tende a aumentar.

Globalmente, o fenômeno tende a elevar a temperatura média do planeta e intensificar eventos climáticos, mas de forma mais distribuída e menos concentrada do que em episódios excepcionais.

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