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Rotina de Daniel Vorcaro no presídio federal de Brasília

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, iniciou uma rotina rigorosa após ser transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, uma das cinco unidades de segurança máxima do Brasil.

Segundo Caio Junqueira, no CNN Prime Time, Vorcaro não tem direito a visita íntima e possui um dia por semana para jogar com uma bola de borracha. A cela onde ele está detido possui apenas 9 metros quadrados, contendo um dormitório, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento.

O banho é permitido apenas em horário predeterminado, sendo essa a única oportunidade para higiene pessoal durante o dia. As refeições são entregues através de uma pequena porta e as bandejas são recolhidas e inspecionadas posteriormente.

O presídio federal impõe severas restrições aos detentos. Não há televisão disponível diariamente, apenas nos finais de semana com programação gravada, e o acesso a jornais é vetado. Todo o ambiente é monitorado com áudio e vídeo em tempo real, 24 horas por dia.

O sinal de telefonia celular é completamente bloqueado e o espaço aéreo sobre a unidade é fechado. A penitenciária conta ainda com scanner de subsolo para evitar tentativas de fuga por túneis.

Entre as poucas atividades permitidas estão duas horas diárias de banho de sol e um dia por semana para jogar futebol. Durante os deslocamentos internos, os presos são sempre algemados e devem seguir por faixas amarelas demarcadas no chão.

Itens como cigarro, chocolate, álcool e refrigerante são proibidos. O atendimento médico ocorre exclusivamente dentro da unidade, que dispõe de ambulatório e serviço odontológico para evitar saídas externas.

A Penitenciária Federal de Brasília foi inaugurada em 2018, está situada próxima ao Complexo Penitenciário da Papuda e possui 12 mil metros quadrados de área construída, com monitoramento ininterrupto por agentes penitenciários e um sistema de câmeras que captam imagem e som.

A unidade abriga criminosos de alto risco, incluindo líderes de organizações criminosas e delatores premiados que correm risco de vida no sistema prisional dos estados. Vorcaro foi preso após o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), entender que ele estaria coagindo testemunhas, ocultando patrimônio e continuando atividades delitivas mesmo sob investigação.

Especialistas apontam que o rigoroso regime prisional imposto a pessoas acostumadas a uma vida de luxo, como é o caso do banqueiro, frequentemente aumenta as chances de colaboração premiada, considerado um potencial efeito paralelo que pode auxiliar no processo investigativo.

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