A seleção feminina de rugby, conhecida como Yaras, enfrenta um mês decisivo em março de 2026. As jogadoras têm pela frente as últimas etapas da segunda divisão do Circuito Mundial de sevens, a versão olímpica da modalidade, que conta com sete jogadoras de cada lado.
Nos dias 21 e 22 de março, a equipe jogará em Montevidéu, no Uruguai, no Estádio Charrúa. No fim de semana seguinte, em 28 e 29 de março, os jogos ocorrerão no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo. O Brasil compete com outras cinco seleções por uma vaga na elite do rugby feminino.
Dentre as jogadoras, Thalia Costa se destaca. A maranhense de 28 anos foi eleita para o “Time dos Sonhos” mundial na temporada passada, ao lado de atletas de países com mais tradição no esporte, como Nova Zelândia, Austrália e Japão. Thalia ocupa o 14º lugar no ranking de jogadoras que mais pontuaram na história do circuito, com 127 tries em sete participações.
“Eu tenho essa noção [de que está entre as melhores do mundo], mas não sei te dizer se ela parece ser real. Às vezes, eu me pergunto se jogo tudo isso, se é possível. Mas olho para minha trajetória e vejo que sim e que ainda estou em uma constante evolução”, afirmou Thalia em entrevista.
Thalia é conhecida por sua velocidade, alcançando mais de 30 quilômetros por hora em direção à linha de fundo. A mudança para o rugby ocorreu em 2017, e sua convocação para a seleção brasileira veio em 2019. A presença da irmã, Thalita, que também defende a seleção, ajuda a amenizar a distância da família.
“É um privilégio muito grande tê-la como irmã e inspiração”, disse Thalita sobre Thalia. Em 2025, Thalia jogou no Japão pela liga local de rugby sevens, representando o Mie Pearls, ao lado da carioca Gabriela Lima. “Foi incrível. Fizemos história, ganhamos etapas que elas não tinham ganho ainda”, contou Thalia.
Para se classificar ao Campeonato Mundial, as Yaras precisam terminar o circuito entre as quatro melhores seleções. Na primeira etapa da segunda divisão, realizada em Nairobi, no Quênia, as brasileiras terminaram em sexto lugar, com apenas uma vitória em cinco jogos.
“Eu me sinto no dever de fazer com que essa transição seja das melhores possíveis. A gente está começando a se conectar melhor, entender uma à outra. Coisas boas estão por vir”, concluiu Thalia, que já representou o Brasil em duas Olimpíadas e conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago em 2023.


