A transportadora ferroviária Rumo anunciou que, no primeiro trimestre de 2026, os preços de frete estão cerca de 10% menores em comparação ao mesmo período do ano anterior. A informação foi confirmada por executivos da empresa nesta quinta-feira, 5 de março.
O presidente-executivo da Rumo, Pedro Palma, destacou que a companhia, controlada pela Cosan, passou por um reposicionamento para tornar seus fretes mais competitivos em relação a outras opções de transporte no Mato Grosso. ‘Acabamos ficando muito caros em relação a outras alternativas logísticas no primeiro trimestre do ano passado… Estou confiante de que estamos agora em patamares adequados de preços’, afirmou Palma durante uma conferência com analistas.
Palma também mencionou que a redução de preços no primeiro trimestre de 2026 será um pouco acima de 10% em relação ao mesmo período de 2025, e que os preços devem permanecer estáveis no segundo trimestre. A Rumo planeja transportar mais de 90 bilhões de TKUs este ano, superando os 84,2 bilhões do ano anterior.
O vice-presidente financeiro, Guilherme Machado, informou que os investimentos da Rumo em 2026 serão inferiores aos de 2025, mas superiores aos de 2024, sem fornecer detalhes adicionais. Ele também comentou que a companhia começou o ano com a capacidade de transporte praticamente contratada.
Em relação aos impactos da guerra no Oriente Médio, Palma destacou que o Irã é um cliente importante para as exportações de milho do Brasil, tendo adquirido cerca de 9 milhões de toneladas em 2025. ‘Vamos ter que acompanhar para entender qual a duração e o impacto do conflito. A princípio, olhando os dados históricos, não seria uma ruptura relevante, mas certamente vai ser um tema importante de acompanhamento por nós e por todo o mercado’, disse o executivo.
Sobre os custos com combustível, o gerente executivo de relações com investidores da Rumo, Felipe Saraiva, afirmou que a empresa possui mecanismos de proteção para repassar flutuações nos preços do combustível. Ele também ressaltou que, por ser um modal mais eficiente, a ferrovia tende a ganhar vantagem em períodos de alta nos preços dos combustíveis. A prioridade da Rumo, segundo Saraiva, é ‘garantir ocupação eficiente da capacidade’ de transporte da companhia.

