A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) identificou uma média de seis furtos de água por dia na Baixada Santista em 2025.
Ao todo, foram realizadas 4.983 inspeções, resultando em 2.191 irregularidades, quase o dobro do registrado em 2024. As ações permitiram a recuperação de cerca de 158 milhões de litros de água ao longo do ano, volume suficiente para abastecer aproximadamente 40 mil pessoas durante um mês.
Em 2024, a recuperação foi de cerca de 23 milhões de litros, mais de seis vezes menos do que em 2025. As fiscalizações revelaram 1.932 irregularidades em 4.065 inspeções em residências, 251 irregularidades em 887 inspeções em estabelecimentos comerciais e 7 irregularidades em 31 inspeções no setor industrial.
Os ramos com maior incidência de irregularidades incluem residências, comércio atacadista, salões de beleza, bares e restaurantes, além de empresas dos setores de telefonia, informática e serviços.
Luiz Renato Fraga, diretor de Combate a Fraudes da Sabesp, explicou que as operações começam com a análise de padrões de consumo. “Um consumo fora do padrão já dispara um alerta para verificação. Confirmada a fraude, a ocorrência é registrada, as medidas legais são adotadas e o responsável pode ser conduzido à delegacia”, afirmou.
As fiscalizações fazem parte da Operação Gato Molhado, que busca identificar ligações clandestinas e fraudes. As ações abrangem residências e segmentos de alto consumo, como obras, indústrias, lava-rápidos e estabelecimentos comerciais em geral.
De acordo com a legislação, o furto de água é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, podendo ser enquadrado como furto qualificado, dependendo das circunstâncias, com pena que pode chegar a oito anos de prisão.

